SEF desmantelou rede de falsificação documentos

Seis pessoas foram detidas e outras oito constituídas arguidas no âmbito de uma operação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que terminou sábado com a apresentação dos detidos ao juiz.

Segundo o SEF, três dos seis detidos ficaram em prisão preventiva e aos restantes foi aplicada a medida de coação de apresentação semanal às autoridades.

A operação, que envolveu 75 operacionais do SEF, decorreu de uma investigação em curso há vários meses e que visava desmantelar uma organização criminosa que se dedicava à falsificação ou contrafação de diversos tipos de documentos para posteriormente serem vendidos a cidadãos estrangeiros de diversas nacionalidades.

Em causa está a prática dos crimes de associação criminosa, de auxílio à imigração ilegal e de falsificação ou contrafação de documento.

A intervenção do SEF nesta operação, que se estendeu por Lisboa, Loures, Malveira, S. Domingos de Rana, Póvoa Santa Iria, Santarém e Faro, permitiu deter ainda um cidadão detetado em situação ilegal no país e que estava numa das casas de passagem da organização.

A operação envolveu dezenas de buscas a residências e estabelecimentos/empresas.

A organização desmantelada pelo SEF contava com uma “rede de apoio de passadores, falsificadores e angariadores, que utilizavam diversas empresas fictícias e casas de passagem para fomentar e favorecer a entrada, permanência e trânsito ilegal de cidadãos estrangeiros em território nacional, promovendo a sua legalização sob falsas condições”, refere uma nota do SEF enviada à Lusa.

Segundo o SEF, a cada pessoa que recorria a esta rede eram cobrados montantes que ultrapassavam os 2 000 euros.

Além das detenções, o SEF apreendeu durante a operação inúmeros carimbos das empresas fictícias já indiciadas pela emissão de contratos de trabalho e recibos verdes ou de remuneração falsos.

Foram igualmente apreendidas declarações de conveniência da segurança social das finanças, atestados de residência de teor falso relativos às moradas das casas de passagem da organização, além de equipamento de suporte informático e de telecomunicações com conteúdos relacionados com os ilícitos sob investigação, bem como avultadas quantias em dinheiro.

SO

Lusa/JA

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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