Silves apresenta a imagem “dramática” da Feira Medieval 2018

Sessão fotográfica

A imagem da 15ª Feira Medieval de Silves, que decorre de 10 a 19 de agosto, volta a ser uma criação do fotógrafo André Boto. Tendo como tema “Silves, 1189. A Conquista”, dará a conhecer o famoso episódio da história da cidade, no qual o rei D. Sancho I, com ajuda dos cruzados que se dirigiam à Terra Santa, toma a cidade.

Segundo a autarquia, na sessão fotográfica – que este ano decorreu na Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica, com a colaboração do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves (CELAS) – “procurou-se criar uma imagem vívida e dramática de dois guerreiros, um cristão e um muçulmano, que certamente, ao longo dos vários meses que durou o cerco à cidade e durante o confronto, se terão enfrentado”.

O objetivo da imagem passou por retratar a determinação de ambos os lados. Segundo reza a história, a primeira conquista da cidade Silves começou a 20 de julho de 1189, quando mais de 30 naus portuguesas e a frota de cruzados subiu o rio Arade até à praça de Silves. Foi então que começou um longo cerco, que se prolongou por mais de um mês. Por fim, a 3 de setembro, os mouros, exaustos e sem abastecimento de comida e água, capitularam. Antes, o rei de Portugal negociou a rendição das hostes muçulmanas e concordou com a sua saída da cidade. Para trás, teriam de deixar todas as riquezas, podendo apenas levar uma muda de roupa. No entanto, os cruzados, a quem o rei concedera o direito a saquear a cidade vazia, concordaram inicialmente com esta proposta, mas atacaram e chacinaram os muçulmanos quando estes abandonavam a fortificação. O resultado foi um banho de sangue…!

Imagem oficial

“Uma imagem muito poderosa que faz trabalhar a imaginação”

“Creio que a imagem deste ano é muito poderosa e fará, por certo, trabalhar a imaginação de quem a vir, convidando a que possam estar em Silves, de 10 a 19 de agosto, na XV edição deste evento”, diz Rosa Palma, presidente da Câmara de Silves.

“Queríamos, precisamente, continuar a dar uma dimensão de grande dramatismo, diria mesmo cinematográfica, a esta criação, já que a história de Silves, cheia de episódios grandiosos, personagens de grande poder e influência, lendas e poesia, nos permite explorar com muita força tudo o que diz respeito à produção visual”, reforça a autarca.

Já o fotógrafo André Boto considera que “o tema deste ano abriu espaço para algo importante em termos de uma comunicação visual eficaz, que é a ação”. “Temos uma imagem muito cinematográfica”, sublinhou.

Refira-se que, mais uma vez, a autarquia recorreu a voluntários para a criação da imagem do evento, facto que André Boto vê como uma mais-valia: “Penso que é uma opção muito inteligente, pois a utilização de ‘pessoas reais’ (não atores) faz com que o potencial visitante da feira tenha de certa forma uma relação de maior proximidade com o próprio evento”, referiu.

Desta forma, a organização da feira promete “noites mágicas e muita animação, sempre com a história da cidade como envolvente”.

JA

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