Sindicato exige admissão de enfermeiros para o Algarve

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A Direção Regional de Faro do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) não aceita que o Governo não tenha tido em consideração a falta de enfermeiros no Algarve e tenha atribuído, apenas, mais médicos para a região.

“O sector da Saúde só necessita de médicos?! Para quando a contratação urgente de enfermeiros? E autorização de mobilidade?”, questiona o SEP, anunciando que os enfermeiros irão aderir à greve marcada para os próximos dias 28 e 29.

Os enfermeiros exigem ainda a publicação da nova portaria dos concursos negociada com o SEP, que permitirá que o concurso para admissão de enfermeiros (que estava em andamento) desbloqueie, e o lançamento de uma medida específica para o Algarve, semelhante à aplicada aos médicos, para a admissão de enfermeiros.

O SEP também exige o cumprimento do compromisso do ministro da Saúde para a resolução dos problemas da Saúde no Algarve, recordando que o prazo assumido pelo próprio era a 30 de maio.

O despacho publicado na segunda-feira pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, prevê a necessidade de médicos para várias regiões do país, atribuindo ao Centro Hospitalar do Algarve 50 médicos de diferentes especialidades, com vista a abertura de procedimento concursal, de carácter urgente.

Este despacho vem na sequência do Decreto-Lei publicado a 08 junho, onde se pode ler que “atendendo a que o procedimento concursal de recrutamento e seleção para os postos de trabalho de pessoal médico em vigor não se mostra adequado à contratação deste pessoal, altamente diferenciado, com a celeridade que as necessidades das populações exigem, importa, durante um período transitório [três anos], estabelecer um regime legal que permita a suficiente agilidade no âmbito do procedimento concursal com vista ao recrutamento dos médicos especialistas”.

Também a 01 de junho, o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, fez sair um despacho em que autoriza a mobilidade apenas a médicos, mas identifica bem as necessidades do Algarve: “as alterações demográficas e sobretudo a sazonalidade resultante da principal atividade económica desta região, que, aliás, tem uma importância verdadeiramente estratégica para a economia portuguesa, quer pela sua capacidade em gerar riqueza, quer para criar emprego, coloca desafios específicos ao nível das necessidades de saúde existentes e da oferta de serviços de saúde, uma vez que durante o período de verão a população desta região de saúde chega a triplicar. Neste sentido, e em particular num ano em que se espera que o fluxo turístico seja ainda mais acentuado, importa criar as necessárias condições para que os cuidados de saúde no Algarve sejam reforçados durante todo o período compreendido entre 1 de junho e 30 de setembro”

Manuel Delgado já tinha anunciado, no passado mês de maio, a vinda de 30 médicos de família para os Centros de Saúde do Algarve. Por seu turno, a ARS Algarve manteve os médicos que já terminaram o seu internato, a trabalhar nos Centros de Saúde, enquanto aguardam abertura de concurso.

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