SMS: Dez gostos, não levem a mal

CARLOS ALBINO

Gostaria que…

1 – …o Algarve tivesse pensadores a sério e de referência, pelo menos um por cada área partidária e ainda um, o mais possível, denominador comum. Mas não vejo, não ouço, não sinto.

2 – …João de Deus e os poetas reconhecidos do Algarve fossem mais lembrados e as suas obras mais lidas e sabidas. Não creio, descontando as efemérides.

3 – …já agora, os poetas vivos, políticos semimortos e sobretudo empregados eleitorais à procura de reconhecimento fossem menos vaidosos. Mas observo que cada vez mais se servem do espelho, por vezes espelho côncavo.

4 – …os professores, de Alcoutim a Vila do Bispo, se inserissem nas sociedades e terras onde trabalham e vivem mesmo que seja por um ano, o que não dá tempo. Pelo contrário, a generalidade onde se insere à força é na burocracia, e como quem não quer a coisa, é na competição sem honra e pouco proveito.

5 – …houvesse uma Televisão do Algarve, ou que pelo menos a televisão pública ousasse apostar num centro de produção regional. Não é mais nem menos que a Madeira e os Açores.

6 – …fosse eleito um Governo da República que tratasse da questão adiada do Hospital Central do Algarve com eficácia, sem manhas e com respeito pela população residente – a constante e a passante. Mas não há meio.

7 – …em vez de petróleo em Aljezur, aparecesse café a jorros. É da mesma cor e contraria no bom sentido as alterações climáticas.

8 – …as entidades públicas do Algarve (todas) fossem corteses, delicadas, gentis, respondessem quando se lhes pergunta e perguntassem com lhaneza, e soubessem convidar sem mesuras mas com a noção de civismo. Mas, fora de cada corporação, é uma desgraça.

9 – …o Farense, o Olhanense e o Louletano subissem à primeira liga e o Portimonense não descesse para a segunda. Pelo menos até 2050 antes que o mar suba uns bons metros e tenhamos que reivindicar a construção de diques, em vez de uma linha de comboios que continua como no tempo das máquinas a vapor.

10 – …Faro, com o reforço justificativo da área metropolitana em potência envolvente, desse garantias de que aposta na candidatura a Capital Europeia da Cultura. Falta pouco para se saber se sim ou sopas, mas já se perdeu tempo face ao que terá de fazer.

Flagrante pergunta: Ao ministro das Finanças – VEXA já viu o que o Orçamento do Estado perdia se o turismo do Algarve acabasse?

Carlos Albino

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