OPINIÃO

SMS: Linha da frente ou linha subterrânea?

OPINIÃO | CARLOS ALBINO
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É já como que uma moda aplaudir-se quem está, invoca estar ou reclama estar na chamada linha da frente. Por contágio ou imitação, aquilo que se viu reportado com toda a justiça dos confins do mundo, acabou por chegar com menos justiça à nossa cidade. Ou mesmo sem nenhuma justiça à nossa rua. Não raras têm sido as vezes que se tem justificado mais pateadas e apagar de luzes do que aplausos e velas acesas. Porquê? Porque a pandemia tem servido de oportunidade para o aparecimento de linhas subterrâneas onde militam não heróis mas sabotadores, não gente abnegada e dedicada à causa pública mas gente de que toda a sociedade se devia envergonhar ou mesmo temer.

Essas linhas subterrâneas estão também na área da saúde ao lado das tais outras e inspiradoras linhas da frente, as quais são nutridas e ruidosas perante as câmaras de televisão, sendo engolidas terra abaixo mal as televisões partam para os seus locais predilectos – os locais de desastre bombeiral. Mas não é apenas na saúde que as linhas subterrâneas funcionam. Existem em quase tudo o que seja serviço público com maior ou menor intensidade. E o que pretendem? Se não é parece mesmo que pretendem criar um clima de sublevação, de protesto e de mau estar na sociedade. A pandemia está grandemente a ajudar para essa gente que merece uma pateada atinja finalidades escondidas a todos os níveis de que uma região dispõe. Se assim não é, parece.

E como é essa atuação subterrânea se manifesta designadamente nos serviços públicos? Não é difícil constatar. Há serviços públicos essenciais que, em função das restrições do atendimento presencial, remetem os cidadãos para o email ou para um número de telefone? Então deixa-se passar os dias e dias sem que ao email se dê resposta, ou se o telefone toca e toca, deixá-lo tocar se não é mesmo intencionalmente desligado. Para não se referir os atendimentos autoritários, ditatoriais e agressivos sem razão aparente.

Quem aplaude estes serviços?

Flagrante surpresa: Ouviu-se dizer que o Algarve já não precisa de tantos médicos como em anos anteriores… Agora se entende porque é que quem se oferece não é acolhido nem merece resposta.

Carlos Albino

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