Susana Travassos vai de Lagoa à Coreia apresentar novo disco

Susana Travassos

A cantora algarvia Susana Travassos está de volta com um novo álbum, o terceiro da sua carreira. A artista – que chegou à final do Festival da Canção 2018 – vai apresentar “Pássaro Palavra”, em Lagoa, no próximo dia 8 de março, partindo depois para a Coreia do Sul. O novo disco inclui uma canção que é uma chamada de atenção para a violência doméstica

Depois de ter sido finalista do Festival da Canção em 2018, com uma canção de Aline Frazão, a cantora algarvia Susana Travassos está de volta com um novo álbum que promete dar que falar, o terceiro disco da carreira desta artista de Vila Real de Santo António.

Susana Travassos apresenta agora “Pássaro Palavra”, o seu primeiro trabalho autoral, que sucede a “Oi Elis” (2008), só com músicas do repertório de Elis Regina, e “Tejo Tietê” (2013), lançado apenas no Brasil.

Este terceiro álbum, lançado na passada sexta-feira, foi inteiramente gravado em Buenos Aires e conta com composições próprias e canções inéditas de Luísa Sobral, Melody Gardot e Mili Vizcaíno.

Depois da apresentação de alguns temas do disco no auditório do jornal Público, em Lisboa, na semana passada, Susana Travassos vai atuar em Lagoa, no próximo dia 8 de março (Dia da Mulher), no auditório Carlos do Carmo, às 21h30.

Susana parte depois para a Coreia do Sul para apresentar o novo disco e a digressão continuará a partir daí, com mais concertos anunciados em breve.

Mensagem contra a violência doméstica

O disco inclui uma faixa de Luísa Sobral dedicada ao combate à violência doméstica, como o JORNAL DO ALGARVE divulgou recentemente. O tema, já lançado em 28 de novembro de 2018 (Dia Internacional Contra a Violência Doméstica), foi escolhido para single do disco, com um videoclipe gravado em Barcelona.

“Não doeu” é o nome desta nova canção, que é uma chamada de atenção para a violência doméstica, que no ano passado resultou na morte de pelo menos 27 mulheres em Portugal. E 2019 ameaça bater todos os recordes, com 11 mulheres já assassinadas desde o início do ano.

A APAV e outras instituições internacionais estão a ponderar usar a música nas suas campanhas. “Esperamos que esta canção possa servir como um encorajamento para um pedido de ajuda”, refere Susana Travassos.

Luísa Sobral, que se destaca na composição de letras e músicas, escreveu esta letra especialmente para a cantora natural de Vila Real de Santo António.

A cantora algarvia confessou ao JORNAL DO ALGARVE que “não é fácil cantar um tema assim, porque é quase como estar a vestir a pele das mulheres que vivem essa realidade”.

“Neste momento, existem muitas mulheres nessa situação. Esperamos que esta canção possa servir como um encorajamento para um pedido de ajuda”, acentuou Susana Travassos.

O percurso da artista algarvia

A cantora nasceu em Faro, no dia 15 de maio de 1982, e viveu até aos 18 anos em Vila Real de Santo António, cidade que considera como o seu berço.

O seu percurso musical começou logo aos cinco anos, primeiro com aulas de acordeão e, mais tarde, com aulas de piano e de canto lírico, no Conservatório Regional do Algarve, em Faro.

Aos 18 anos, ruma até Lisboa e vai estudar jazz no Hot Clube de Portugal, participando também como compositora e intérprete em espetáculos de arte.

A carreira como cantora vai ganhando mais expressão e impõe-se quando, em 2008, lança o seu primeiro CD a solo, “Oi Elis”, um trabalho de homenagem a uma das maiores cantoras brasileiras, Elis Regina.

É então, em 2009, que Susana Travassos começa uma aventura pela América Latina, primeiro com atuações no Brasil, ao lado de artistas conceituados como Chico César, Yamandu Costa, Zeca Baleiro, Chico Saraiva, Chico Pinheiro e Toninho Horta, entre muitos outros, e depois por outros países.

Em 2016, realizou uma tournée de sucesso pela América Latina com um concerto de nome “Fado y Otras Cositas Mas”, um repertório que incluía clássicos da música portuguesa, brasileira e latina, tendo-se apresentado no Brasil, Uruguai, Colômbia e Argentina.

Não é, pois, de estranhar, que o novo disco de Susana Travassos tenha sonoridades da América Latina, sem esquecer as suas fortes raízes algarvias e a melancolia própria da herança lusitana, tão presente na sua voz.

NC|JA

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