Também o PS critica gestão da câmara vila-realense

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Depois da CDU, é a vez do PS atacar, em nota de imprensa, a gestão camarária do PSD em Vila Real de Santo António, com base no relatório da IGF – Inspeção Geral de Finanças (período de 2013 a 2015), já tornado público pelo nosso Jornal, apontando o dedo a vários “incumprimentos” e “irregularidades”.

O PS diz que
as conclusões do relatório “são arrasadoras para a gestão do PSD com Luís Gomes
à cabeça, mas que contou com o apoio de Carlos Barros, Conceição Cabrita, de
todos os vereadores e deputados municipais do PSD que exercem ou exerceram
desde 2005”.

O PS vai mais
longe e diz que o relatório “vem comprovar o lamaçal para onde a gestão
irresponsável e eleitoralista da maioria PSD conduziu o concelho nos últimos 14
anos” e explica a razão porque o PSD sempre “recusou qualquer proposta de
auditoria ou de transparência nas contas da autarquia”, que se agravaram – diz a
nota de imprensa – até 2017, conforme alerta, também, o relatório do FAM.

 “O Partido Socialista lamenta profundamente o estado a que chegou o concelho por culpa da gestão irresponsável do PSD desde que em 2005 assumiu a presidência da câmara”.

Citando as conclusões do relatório, o PS fala do “incumprimento dos principais objetivos e obrigações a que o município se vinculou com a adesão ao PAEL; da prática reiterada de empolamento orçamental; da manutenção de uma situação financeira desequilibrada, não obstante a adesão ao PAEL; de fazer despesa de 29,5 milhões e de 36,2 milhões de euros, respetivamente em 2014 e 2015 sem ter fundos disponíveis”.

Sublinha ainda a nota de imprensa do PS que, no âmbito do relatório do IGF, “foi feita uma participação ao Ministério Público dos ilícitos de natureza financeira detetados nas contas da câmara”.

No que se refere, ainda, aos incumprimentos, “destaca-se a violação da regra do equilíbrio orçamental, com a existência de um saldo negativo das operações orçamentais e grandes atrasos nos pagamentos”.

À laia de conclusão, o PS diz que “as consequências desta política estão refletidas numa verba de 8,2 milhões de euros de juros de mora devido a atrasos de pagamentos a credores apenas nos anos de 2013, 2014 e 2015, mais 1,1, milhões de euros de multas no mesmo período devido à sucessiva situação de incumprimento orçamental”.

A nota de imprensa remata, dizendo que “o relatório prova que
o PS sempre teve razão quando denunciava a irresponsabilidade do PSD na gestão
da câmara municipal”.

Contatada pelo nosso Jornal a presidente da edilidade, Conceição Cabrita, voltou a repetir, o que já nos tinha dito: “Por agora não falo. Vou deixar essas declarações para mais tarde”.

Também a mesma fonte do PSD, que já tinha comentado a nota de imprensa da CDU, em declarações ao nosso Jornal, remeteu-nos para as declarações já prestadas.

Admitiu a existência de algum despesismo no passado, que conduziu ao endividamento da câmara e ao recurso ao PAEL e ao FAM, mas lembrou que essa era uma prática transversal tanto aos municípios como a muitas outras instituições, ao governo e até às famílias. Lembrou ainda, a mesma fonte, a assistência financeira por parte da Troika e sublinhou que houve municípios de outras cores políticas, no Algarve e no resto do país que também tiveram de recorrer ao PAEL.

“Houve erros, despesas porventura desnecessárias, mas também
houve muita despesa feita com muitas obras que contribuíram para o
desenvolvimento do concelho e benefício da população, que é preciso ter em
conta, quando se quer fazer uma avaliação justa” – rematou a mesma fonte,
apontando para um horizonte de esperança em dias melhores.

“Infelizmente já não podemos voltar atrás. Agora o que importa
é construir-se um futuro diferente, sem os erros do passado, com rigor,
parcimónia nos gastos e a unidade de todos em tornos deste desiderato. E apesar
do ruído da oposição, a situação tem vindo a melhorar” – concluiu o nosso
interlocutor.

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