ECONOMIA

Universidade do Algarve estuda atitudes dos residentes face ao Turismo

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Uma equipa de investigadores do CinTurs – Centro de Investigação em Turismo, Sustentabilidade e Bem-Estar, da Universidade do Algarve encontra-se a desenvolver, desde 2019, o projeto RESTUR, um projeto que visa estudar as atitudes e comportamentos dos residentes, revelou hoje a UAlg.

O estudo visa prestar “um conjunto de contributos para o desenvolvimento de uma estratégia de Turismo Sustentável para Algarve (RESTUR)”.

Esta é a primeira vez que, nos 16 municípios da região, se auscultam os residentes sobre o estado do Turismo no Algarve, através de uma amostra representativa da população. O projeto, com duração de três anos, conta ainda com recolha de dados durante as épocas baixa e alta da atividade turística.

Os resultados relativos à época baixa da atividade turística, para o Algarve e divididos por município, já se encontram disponíveis para consulta através do site do projeto.

Foram recolhidos e validados um total de 2.004 inquéritos por questionário, com um erro amostral máximo de 2,15% e um nível de confiança de 95,0%.

No âmbito deste estudo foram analisadas sete dimensões da tríade residentes-turismo-turistas: a caracterização sociodemográfica dos residentes; a perceção dos residentes em relação aos impactos do turismo; os sentimentos e emoções dos residentes em relação aos turistas; o envolvimento e a dependência dos residentes no setor do turismo; a perceção dos residentes em relação ao alojamento local; as atitudes dos residentes e comportamentos pró-turismo e, por fim, a qualidade de vida dos residentes e a sua felicidade individual.

Como resultados principais do projeto destacam-se a perceção de que os residentes no Algarve valorizam sobretudo os impactos económicos do turismo, uma vez que sentem que este contribui para aumentar as oportunidades de emprego, o desenvolvimento das atividades económicas e a criação de mais negócios e serviços.

O estudo revela, contudo, um conjunto de preocupações: a sazonalidade da atividade; a degradação ambiental; a diminuição do número de turistas em virtude da pandemia COVID-19; o desemprego da população local; o aumento da insegurança; a especulação imobiliária; a diminuição do poder de compra dos turistas e dos residentes; a qualidade do turismo; a falta de incentivos e investimentos no interior algarvio; e a falta de políticas que visem melhorar e promover além-fronteiras o turismo do Algarve.

Para consultar os principais resultados deste projeto clique aqui.

O projeto iniciará em breve a recolha de dados relativa à época alta da atividade turística, cujos resultados serão anunciados ainda este ano.

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