Vaga de calor é a pior nos últimos «mil anos»

O director dos serviços meteorológicos russos considerou, esta segunda-feira, que a vaga de calor que tem afectado o país e que tem provocado diversos incêndios é a pior em cerca de um milénio.

«Nem nós nem os nossos antepassados foram testemunhas de tal fenómenos em mil anos, desde a fundação do nosso país. É um fenómeno único que não tem antecedentes nos nossos arquivos», disse Alexandr Frolov, na televisão pública russa.

Este responsável confirmou ainda que a seca que levou à imposição do estado de emergência em 27 regiões russas faz prever uma queda nas colhetas de cereais em 30 por cento comparativamente com 2009.

Os serviços meteorológicos russos tinham já anunciado que esta onda de calor que afecta a parte ocidental da Rússia desde Julho tinha batido todos os recordes desde a abertura dos registos modernos russos há 130 anos.

Antes, o chefe do departamento de saúde de Moscovo tinha indicado que a taxa de mortalidade na capital russa tinha duplicado por causa dos vários incêndios à volta da cidade.

«A mortalidade em Moscovo duplicou recentemente», explicou Alexandr Seltsovsky, que, contudo, não falou em períodos de tempo ou mesmo em número de mortes.

Entretanto, ao contrário do que aconteceu com outras embaixadas, a embaixada portuguesa em Moscovo não vai retirar nenhum dos funcionários ao serviço por causa dos incêndios.

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