VAI ANDANDO QUE ESTOU CHEGANDO

Agosto está próximo do fim. É um mês de férias para a grande maioria dos portugueses tem sido assim nas últimas décadas com a novidade que o Algarve e sobretudo o Sotavento está mais aberto à frequência de portugueses com menos recursos e sobretudo à descoberta dos espanhóis que descobriram a poucos quilómetros a excelência das nossas praias e da nossa oferta gastronómica. De facto nós tratamos o peixe como ninguém.

Um mês de Agosto, como outros, sem notícias relevantes do País. Não fosse a novela de um conhecido club de futebol e as transferências de jogadores hora anunciados e a seguir desmentidos, e tudo estava na pasmaceira de ouvir e ver horas de manhã à noite sobre futebol repetidas à náusea. Não que notícias de futebol não suscitem interesse, mas há limites para tudo.

Acresce, como novidade deste ano, que as transferências extravasaram o futebol para se fixarem, creio que na expressão que lhe foi dada, pela primeira vez, nas transferências milionárias entre vedetas da TVI para a SIC e desta para a TVI, num negócio milionários, pelas verbas envolvidas, com a singularidade de serem protagonizadas por SAD’S de futebol em falência e empresas comunicacionais nas mesmas circunstâncias. O que leva a perguntar, mas então, que País é este?

Mas, singularmente, é o mesmo, no qual a direcção do CDS descobre o défice que o País atravessa em termos de transportes públicos e particularmente no transporte ferroviário onde esteve um presidente do conselho executivo da CP, membro destacado do CDS, MQ, do governo de Sócrates ao do de Passos Coelho, sem que se ouvisse qualquer palavra ou proposta do CDS sobre tal matéria. Em vésperas de um denso ano eleitoral, todo este espectáculo, de populismo sem qualquer decoro, faz prever o que de pios pode vir por parte da extrema direita.

Nesta rentrée política coube ao PS o primeiro sinal. Outros se seguirão por parte do PCP na Festa do Avante quer quanto ao Bloco. Falando da esquerda porque no centro direita a deriva é total e na extrema-direita temos um comportamento próximo do MRPP, Costa aprsenta um conjunto de proposta para o próximo orçamento, que sendo sensatas no plano social, limitadas aos recursos que o País dispõe mas para continuar a repor rendimentos e direitos sociais, mas também nas áreas da educação e cultura, é de extrema importância a declaração que só existe um governo de esquerda com o apoio do PCP e Bloco.

Trata-se de uma declaração que PCP e Bloco têm que ter presente sem que a sua identidade esteja em causa seria um desastre político para o País e os partidos respectivos não tivessem em conta na verdade o que os separa da direita e o que os aproxima de uma vivência à esquerda apesar de todas as diferenças que os podem separar, porque são diferentes, e nessa diferença há que aproximar o que pode ser comum em nome do País.

 

Carlos Figueira
carlosluisfigueira@sapo.pt

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