VAI ANDANDO QUE ESTOU CHEGANDO

Carlos Figueira

Para trás ficou mais um ano e o que agora iniciamos encerra bastantes motivos de interesse que não se resumem só aos ciclos eleitorais que estão previstos. Em Maio para o Parlamento Europeu e em inícios de Outubro para a Assembleia da República.

Mas para trás também ficaram as festividades natalícias bem como as festividades de passagem de ano. Quanto às primeiras desde há muito que não me envolvia na compra de ofertas para a família. Quando eram só os filhos em pouco tempo com livros ou música dava por encerrado tal capítulo, só que agora para além dos filhos há os netos e os bisnetos, aos quais se somam os maridos das filhas e da neta e a jovem que vive com o meu filho. A família mais próxima triplicou resultando daí que me envolvesse muito mais em tais funções permitindo-me observar de perto aquelas montanhas de gente que invadiram de todo, lojas de todo o tipo, num imenso alvoroço, dando por mim não poucas vezes a perguntar-me, que raio, para que servirá aquilo que estão comprando , ficando com a ideia, provavelmente errada, de gestos de compra só porque desta vez havia mais dinheiro para o fazer.

Vivi boa parte da minha vida com muito poucos recursos a exigir uma relação muito tensa no dia a dia para não gastar mais do que dispunha. Foi assim durante largos anos que inevitavelmente deixara marcas que ainda hoje algumas permanecem apesar de felizmente os recursos, sejam outros.

Quanto ao ano que agora iniciamos, dando nele os primeiros passos, espero não me enganar ao afirmar que não vamos ter grandes surpresas. Com o Orçamento de Estado aprovado e promulgado pelo Presidente da República vão naturalmente justificar-se alguns ajustes que a vida imporá. Preocupação maior ronda em torno da aprovação da Lei que dá corpo ao SNS, as questões que envolvem os professores, se o bom senso se verificar por parte de todas as partes envolvidas no problema, ou seja, o pagamento, ou não, de todo o tempo de serviço, o montante do salário mínimo, e os montantes das reformas. De resto não se prevêem retrocessos no emprego, bem pelo contrário, neste domínio.

Voltando por fim ao final do ano passado e ao flop, como já aqui o tinha registado, da anunciada paragem de todo o País por parte dos “coletes amarelos” manifestação da qual se registou um enorme contraste entre a promoção mediática de que foi alvo face aos resultados obtidos. Porem de todo este acontecimento fica o registo da existência de pequenos núcleos de extrema-direita, fascistóides, aqui e ali, que há que ter presente pelo conjunto das forças democráticas.

Carlos Figueira

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