Vai Andando Que Estou Chegando

Carlos Figueira

Entramos na última semana que antecede as eleições para o Parlamento Europeu. A importância que as mesmas possam vir a ter para a vida dos portugueses e dos demais povos que compõem a União Europeia, não tem qualquer correspondência com a euforia que provocou a final do campeonato de futebol e as dívidas do Comendador Berardo e se quanto a estas que são em si uma fortuna, devem justificar a perda de todas as comendas que ao longo dos anos vários presidentes da República lhe foram oferecidas por serviços (penso eu) prestados generosamente à Pátria. Quais? Também não sei, mas trata-se seguramente de ignorância minha, de que Berardo não é seguramente culpado, nem muito menos de quem lhe impôs as ditas Comendas.

Voltando ao que verdadeiramente nos deveria interessar, a última sondagem do Expresso, e tendo presente que sondagens são sempre prospecções a confirmar nos votos de domingo próximo, os números publicados apontam para um distanciamento dos partidos da esquerda em relação à direita, com a contradição da expressão em matéria se subida de votação não corresponder ao número de subida de eleitos. Tal facto pode ser evidente no que respeita à CDU que embora não perdendo votos pode perder mandatos, ou, pelo contrário, ao Bloco que nas mesmas circunstâncias pode eleger mais um, tal como o CDS. Em melhor posição, segundo a perspectiva anunciada, está o PS com a possibilidade de eleger mais um deputado ficando o PSD com os que detinha no presente.

A abstenção continua a dominar, em crescendo. Mesmo que em Portugal diminuíssem os Partidos que de um modo claro defendessem a saída do País da União Europeia. Pode continuar a ser-se, e justamente, muito crítico das suas políticas, a posicionar-se para novos ajustamentos em políticas agrícolas, ou pesqueiras, porque nestas são urgentes, e os espanhóis necessitam tanto delas como nós, mas nós jovens e velhos por razões diferentes, gostamos de ser europeus e como tal considerados. Os jovens porque viram no Erasmus o convívio e a aprendizagem com novos povos e culturas que lhe faziam falta e os enriqueceram como pessoas, a abertura deste programa para os mais velhos, porque foram outras janelas que se abriram para além do envelhecimento e das certezas absolutas que se lhe tinham plasmado.

A democratização da União Europeia, passa pelo enfrentamento à burocratização, mas sobretudo à ideologia neofascista que marca os governos do norte da Europa que constitui um obstáculo a combater em permanência, sem o qual os avanços serão menores no seu conjunto e não só para os países do sul.

A Europa necessita de novos dirigentes de acordo com os tempos que vivemos e com as necessidades que os mesmos nos impõem. A viragem tem de se impor. Se assim não for é a UE que estará toda em causa e isso preocupa-me em nome do meu País!

Por último não resisto a comentar que a assistência às cambalhotas do acidente de Santana Lopes e a pronta assistência da forma a que foi assistido só foi possível pela actuação do SNS o que conduziria no seu programa ao seu reconhecimento e já agora à entrega da sua carta de condução às autoridades competentes porque de facto não poderia estar a rodar como a lei obriga a 120 km.

Carlos Figueira

carlosluisfigueira@sapo.pt

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