OPINIÃO

VAI ANDANDO QUE ESTOU CHEGANDO

OPINIÃO | CARLOS FIGUEIRA
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Confesso que por muitos anos que vivo por aqui, frente a este rio maravilhoso, a primeira visão que desfruto ainda meio dormido quando desço do primeiro andar para tomar o primeiro almoço, me deparei, com verdadeiro espanto, com uma espécie de muro que não me deixava ver o outro lado do rio e assim foi ao longo do dia, de tal forma que sem o saber, se prolongava mesmo assim me instalei na varanda para tomar a primeira refeição desfrutando daquela mágica paisagem.

Mas falando de questões mais sérias e menos confortantes, não quero deixar de deixar uma nota triste por tudo o que se adivinhava que iria acontecer em torno da deputada do Livre, quer para este Partido quer para a figura que a deputada continuará a representar no órgão Assembleia da República. Creio que se trata de caso único que deixará para uns e outros um rasto de desprestígio político e pessoal seja qual for o seu angulo de apreciação.

O que vemos, na minha opinião, é que esta legislatura poderá estar cheia de casos diversos se o Presidente da Assembleia de República, tal como agiu agora quanto ao comportamento do líder do Partido CHEGA, quando este extravasou os limites do comportamento de um órgão democrático como é a AR. Fez bem Ferro Rodrigues em por ordem, na ordem que deve ser posta. Fechando portas, ou pelos menos condicionando a novas investidas nesse sentido que podem vir de um novo CDS que pela nova eleição mesmo mais jovem, parece regressar ao passado não muito longínquo.

Tudo aponta para aprovação do OE, por parte da esquerda, já aqui o tinha admitido, através da abstenção. Fica em aberto discussões futuras sobre matérias em aberto é sempre sempre assim em política.

Tivemos esta semana mais uma manifestação suportando o frio e a chuva, o que não deixa de se saudar. Mas há que reflectir que para além da maioria do envelhecimento dos participantes, existe um afunilamento dos sectores que nelas participam, em grande parte ou na sua maioria, provenientes de sectores da função pública. Do mundo operário, privado, com significado, tivemos a greve dos combustíveis, dos portos, enfermeiros. São situações para ponderar sobretudo para equacionar se estão ou não associadas a mudanças que entretanto se foram dando na economia onde, em larga escala, se continua a praticar uma economia paralela que permite pagar salários que não são os declarados, o que ajuda a manter uma paz social em torno desta artificialidade em prejuízo de um estado social.

O alarme está lançado em torno de um novo vírus de origem da China, mais propriamente da cidade Huan cidade onde os chineses construíram, segundo a imprensa, em tempo recorde, um hospital para evitar a propagação com efeitos respiratórios. O que impediu que, no mundo em que hoje vivemos, no qual a mobilidade é uma constante para milhares de pessoas, representasse uma catástrofe.

Carlos Figueira

carlosluisfigueira@sapo.pt

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