VAI ANDANDO QUE ESTOU CHEGANDO: Vitoriano, um homem do “Times”

Envergou, desde a fundação, com o mesmo dedicado empenho, com que sempre o tem feito em relação a outras referências – profissionais, familiares, associativas, etc., a camisola do «Jornal do Algarve», havendo constituído, durante décadas, um pilar fundamental para a continuidade do mesmo. Referimo-nos a Vitoriano Rita Isidoro, um «mertolengo» nascido no Espírito Santo que, desde menino e moço (quando o «pai Rita» para a Cidade Pombalina foi transferido nas suas funções de membro da extinta Guarda Fiscal) residiu em Vila Real de Santo António, para si, uma outra «Terra Mãe».

Quando foi colocado em Olhão na Ormis, por cessão da laboração na prestigiada firma Ramires, Perez, Cumbrera, veio residir para Faro, onde hoje vive e é um conceituado e exemplar cidadão. A quando do aparecimento do «Times», numa feliz inspiração dessa equipa de vilarrealenses liderada pelo sempre saudoso José Barão, era o «Compadre Vitoriano» (porque laços de profunda amizade e, mais do que em muitos casos, de grande familiaridade) um jovem trabalhador de escritório na já referida empresa e sob a chefia do sr. Manuel Álvares, que, com apreço e saudade o recordamos, foi também um dos fundadores e editor deste semanário, uma voz do Algarve atirada ao Mundo e arauto dos anseios, aspirações e necessidades da Região. Começou então uma ligação que se prolongaria por dezenas de anos, dia e noite, sem fins de semana de descanso, porque então os jornais chegavam a casa dos assinantes e leitores ao Sábado. Foi decisiva a sua dedicação, serviço e empenho, em momentos cruciais deste semanário e talvez uma das várias referências, para que o «Times» se mantivesse ininterruptamente até hoje.

Esta mesma forma de estar na vida o tem marcado como um verdadeiro ADN em toda a sua esfera de vida – na família, com uma dedicação e um sustentáculo admiráveis; no trabalho, com a seriedade e competência que todos lhe reconhecem; na comunidade, com o empenho com que defendeu o «seu Lusitano»; com que se houve no associativismo, desde a Associação de São Luís de Gonzaga, do sempre lembrado Dr. Galhardo aos Bombeiros Voluntários da Cidade do Guadiana, quando os comandava o recordado Comandante Sérgio ou à ANAVREAL (Associação dos Naturais e Amigos de Vila Real de Santo António, tão precocemente desaparecida. Apontar nestas colunas o exemplo edificante do Vitoriano Rita Isidoro, um homem de desafios e que nunca virou a cara a nenhum deles, é testemunhar a gratidão a quantos, como ele, nascidos além Vascão têm servido e amado a Terra Sulina.

João Leal

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