COVID-19

Variante delta tem prevalência de 92,3% no Algarve

A variante Delta continua com uma tendência crescente no páis, sendo o Algarve, a região que regista a maior percentagem com 92,3% dos novos casos de infeção.

Seguem-se a região Centro com 85,7%, a de Lisboa e Vale do Tejo, com 84,7% e a 70,8%. Na região Norte está muito perto dos 50% (49%) e nas regiões autónomas está mais baixa. Nos Açores é de 4,4% e na Madeira de 22,7%.

A média nacional é de 69,5% mostra ainda o balanço divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Na análise por regiões da variante Delta (B.1.617.2), o relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), refere, no entanto, que “é de esperar a existência de algumas flutuações nas frequências apresentadas na medida em que ainda estão a ser apurados dados relativos a este período”.

Portugal pode atingir 240 casos por 100 mil habitantes dentro de seis dias

A região do Algarve apresenta também, a maior taxa de incidência cumulativa a 14 dias, com 422 casos por 100 mil habitantes. No resto do continente o Alentejo tem uma incidência de 108 casos, o Norte 99 e o Centro 95.

O relatório mostra o agravamento da pandemia, com uma incidência cumulativa a 14 dias a subir, situando-se nos 200 casos por 100 000 habitantes, à data de 30 de junho. Um valor que deve atingir, a nível nacional, 240 casos nos próximos seis dias, caso a tendência crescente se mantenha.

“Este limiar já foi ultrapassado em Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve”, ou seja, o dobro da linha vermelha que foi definida em 120 casos.

Os investigadores estimam que a manterem-se estas taxas de crescimento, a “linha vermelha da incidência” de 240 casos por 100 mil habitantes se vai atingir dentro de seis dias.  Este limiar já foi ultrapassado em LVT e no Algarve.

O grupo etário com incidência cumulativa de infeções a 14 dias mais elevada correspondeu às pessoas entre 20 aos 29 anos, com 427 casos por 100 mil habitantes.

Em relação ao índice de transmissibilidade, R(t), na semana de 23 a 27 de junho foi de 1,16 a nível nacional e de 1,17 no continente. “Observou-se um valor de R(t) superior a 1 em todas as regiões do continente, indicando uma tendência crescente da incidência de infeção por SARS-CoV-2 / COVID -19”, lê-se no documento.

Estes valores agravam-se no Algarve, que apresenta um R(t) de 1,28, e no Centro, com este indicador a situar-se em 1,24.

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