Venezuela: Ativada “guerrilha comunicacional” para rebater campanhas contra Chávez

O governo venezuelano ativou hoje o primeiro de uma série de “comandos de guerrilha comunicacional”, constituído por 75 estudantes do ensino secundário que têm a “missão” de rebater as alegadas campanhas contra o presidente Hugo Chávez.

O juramento do primeiro “comando de guerrilha comunicacional” teve lugar na Unidade Educativa Grande Colômbia, a oeste de Caracas, e contou com a participação dos ministros de Educação, Héctor Navarro, e de Comunicação e Informação, Tânia Diaz, e da chefe de governo do Distrito Capital, Jacqueline Faria.

A iniciativa teve ainda o propósito de assinar o oitavo aniversário dos acontecimentos de 11, 12 e 13 de abril de 2002, altura em que um movimento cívico-militar afastou temporariamente o presidente Hugo Chávez do poder, e da questionada decisão das televisões de, alegando questões de segurança, não transmitirem, a 12 de abril de 2002, o que acontecia nas ruas, substituindo, nalguns casos, a programação por desenhos animados.

“A oito anos do apagão mediático com o qual se pretendeu cercear a revolução bolivariana (…) deu-se curso a esta operação que compreende atividades de distribuição de panfletos, de ‘perifoneo’ [publicidade usando altifalantes ou sons] e afixação de cartazes na capital, como forma de democratizar o espaço comunicacional”, assinalou Jacqueline Faria.

A 04 de fevereiro último os 75 integrantes do “comando de guerrilha comunicacional” iniciaram um processo de formação que se prolongará até julho, com o propósito de “capacitar a população para que seja capaz de expressar a verdade e informar o que acontece nas suas comunidades”, explicou.

“Os jovens receberam formação em televisão, construção de mensagens e novas tecnologias, com o propósito de que sejam capazes de transformar em notícia o que acontece nas suas comunidades”, frisou.

Por outro lado, explicou Jacqueline Faria, procura-se “desterrar da história da Venezuela episódios como o de 12 de abril de 2002, ou qualquer evento que pretenda acabar com o ideário bolivariano, para que estes jovens sejam capazes de levar informação oportuna a cada canto do país”.

Até finais do ano, o governo venezuelano prevê incorporar novas 25 instituições educativas ao programa de “comandos de guerrilha comunicacional”.

No último domingo, o presidente Hugo Chávez instou os seus simpatizantes a usarem todas as vias para informar os venezuelanos sobre a verdadeira situação do país. “Essa é uma batalha de todos os dias, a guerrilha mediática tem que ir a todos os espaços e a todos os níveis”, disse a chefe de governo do Distrito Capital.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

JA/Lusa

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