“Vítor Gaspar está a gozar com o pagode”

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Foi assim que Marques Mendes comentou as explicações do ministro das Finanças para que Portugal não beneficie das facilidades concedidas à Grécia

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Ao tentar explicar a razão pela qual Portugal não beneficia das mesmas condições concedidas à Grécia para pagar os empréstimos, o ministro Vítor Gaspar fez dos portugueses “um conjunto de atrasados mentais que não são capazes de perceber as coisas”, afirmou ontem Marques Mendes.

“O que é que fez Vítor Gaspar?”, perguntou o antigo líder do PSD na TVI24, para logo responder, deixando claro que estava a citar o ministro: “Fez-se em Portugal uma ‘inqualificável confusão’ – palavras dele – e acrescentou: isto é uma tentativa de simplificar em excesso coisas que são muito complexas, querendo insinuar que não está o nível dos comuns mortais. E, portanto, que é um equívoco.”

Na segunda-feira, dia 3, o ministro das Finanças desvalorizou a possível extensão a Portugal de algumas das novas condições de ajuda concedidas à Grécia, apontando que o Governo está atento a essa oportunidade, mas que a mesma foi excessivamente dramatizada por “mal-entendidos”.

“Todas as afirmações que foram feitas pelos responsáveis políticos, certamente pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e pelo presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, são afirmações que estão inteiramente corretas e que foram descontextualizadas de forma pouco cuidadosa por alguma informação”, disse Vítor Gaspar no final de uma reunião de ministros das Finanças da zona euro, em Bruxelas.

“A simplificação excessiva de assuntos complexos conduz inevitavelmente a mal-entendidos que, infelizmente, tendem a persistir ao ponto de serem considerados verdades demonstradas”, acrescentou.

“Atrasados mentais”

Para Marques Mendes, o governante português “está a gozar com o pagode”.

“Ficava bem ao ministro das Finanças, em vez de andar a fazer dos outros parvos, dizer esta coisa muito simples: A União Europeia não nos concedeu o desejável para não nos comparar à Grécia, e isso até seria compreensível. O que não lhe fica bem é fazer dos portugueses um conjunto de atrasados mentais que não são capazes de perceber as coisas”, explicou Marques Mendes.

“Julgo que nós vamos ter várias destas condições, não agora, mas mais tarde. Foi aquilo que também se percebeu da declaração do ministro das Finanças. Não havia era necessidade da Europa se comportar desta maneira, de Portugal ser subserviente, e do ministro das Finanças dar uma explicação de tal forma esfarrapada que toda a gente percebe que é tudo menos verdadeiro”, rematou o também conselheiro de Estado.

Carlos Abreu (Rede Expresso)

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