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VIVMAR contra o marisco de “marca Branca”

Mariscadores reivindicam reorganização das leis de etiquetagem.

“Se há coisa que temos é qualidade”, assegura o vice-presidente da Associação de Viveiristas e Mariscadores da Ria Formosa (VIVMAR), Américo Custódio sobre o marisco da Ria Formosa. Contudo, a qualidade já não dita tudo e frequentemente o marisco algarvio fica de parte enquanto marisco importado e mais barato vai para as bancas do supermercado.

Esta é uma situação que faz com que estes profissionais se sintam desanimados e comecem a pedir às entidades governamentais uma reorganização da legislação relativamente às etiquetagens dos produtos.

“Não podemos chegar ao ponto de considerar que o marisco seja uma marca branca como muitas outras que existem nos supermercados”, comenta Américo Custódio.

“Há neste momento um contornar da legislação vigente sobre a comercialização e rotulagem de várias embalagens. Há empresas que já o estão a fazer e já estão a usar etiquetas próprias e não as etiquetas que vinham normalmente à saída das depuradoras o que põe em causa da depuração do marisco”, argumenta.

Separar o trigo do joio e valorizar o marisco algarvio, em particular o marisco da Ria Formosa é o objetivo dos membros da VIVMAR que sublinham que o marisco algarvio tem muita qualidade.

 Viveiristas não investem antes de intervenção do Polis

 Os mariscadores e viveiristas que trabalham na Ria Formosa admitem que poderiam investir mais nos seus viveiros. Existem alguns apoios comunitários que poderiam ser aproveitados e que poderia aumentar a produção de marisco na Ria em 15 a 20 vezes mais. “Temos medo. Vamos investir e depois se morre tudo?”, comenta Américo Custódio.

Estes profissionais temem que seja um investimento perdido por causa da mortandande existente na Ria em virtude de toxinas e bactérias que se desenvolvem durante os períodos das marés mortas.

As marés mortas têm uma duração de cerca de 15 dias e não permitem a renovação das águas da Ria Formosa e dos viveiros porque não existe contacto com o mar. Esta estagnação das águas promove o desenvolvimento (…)

[mais desenvolvimentos na edição do Jornal do Algarve de 15 de Julho 2010]
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