VRSA: Fernando Pessanha lança novo livro sobre o período setecentista

Fernando Pessanha

Fernando Pessanha

O livro “As baterias costeiras de Vila Real de Santo António na cartografia militar setecentista”, do historiador vila-realense Fernando Pessanha, acaba de ser publicado, como separata, pela Editora Guadiana, de Vila Real de Santo António.  

Este novo
trabalho, divulgado pela primeira vez no congresso internacional “El arte de la representación del espácio”,
na Universidade de Huelva e apresentado, depois, nas XXII Jornadas de Historia
de Ayamonte foi apresentado ao público no passado dia 31 de maio, no Arquivo
Histórico Municipal António Rosa Mendes.

Durante o
lançamento, que contou com as palavras introdutórias da vereadora Carla Sabino,
o investigador sublinhou que os trabalhos que até agora têm vindo a ser
publicados sobre a História de Vila Real de Santo António têm sido
desenvolvidos a partir de linhas de investigação historiográfico-epistemológicas subordinadas à História da Arte, à
História do Urbanismo e à História Económica, não considerando, porém, os
respectivos objectos de estudo no domínio da geo-estratégia militar,
indispensável à implementação e concretização de qualquer projecto de natureza
política e económica, como foi o caso da edificação da vila pombalina. Porém, a
identificação de novas fontes cartográficas e manuscritas vem agora demonstrar
a presença de estruturas militares no termo de Santo António de Arenilha,
consubstanciada através de um sistema defensivo constituído por uma rede de
baterias de artilharia, vários antes da fundação de Vila Real de Santo António.
Segundo o historiador, “a cartografia militar setecentista não deixa margem
para dúvidas. A constituição das baterias costeiras compreendidas entre a
fortaleza de Cacela e a foz do Guadiana remonta ao conflito militar entre
Espanha e Portugal, que teve lugar em 1762, o que vem atestar a atenção que o
Marquês de Pombal vinha dispensando ao extremo sudeste algarvio desde a Guerra
Fantástica, vários anos antes de conceber o Plano de Restauração do Reino do
Algarve. Deste então, estas baterias de artilharia, documentadas por
engenheiros militares como José de Sande Vasconcelhos ou Baltazar de Azevedo
Coutinho, foram sendo alvo de sistemáticos restauros ao longo do séc. XVIII,
nomeadamente, nos anos que antecederam a Batalha do Guadiana que teve lugar em
1801, no contexto da Guerra das Laranjas”. 

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