COVID-19

VRSA: PS acusa executivo de gestão ineficaz da pandemia

Município diz que resposta tem sido forte e assertiva

O Partido Socialista (PS) de Vila Real de Santo António acusou o executivo PSD de gerir de forma “ineficaz” a pandemia de covid-19, mas o município diz que tem tido uma resposta “forte e assertiva” à crise sanitária.

Em comunicado, o PS local responsabilizou a maioria social-democrata pela “subida vertiginosa de casos”, que já ultrapassam os 50 ativos, afirmando que as medidas de prevenção da Direção-Geral da Saúde (DGS) “nunca foram postas em prática”, o que elevou os infetados para “números preocupantes”.

Em declarações à agência Lusa, fonte do executivo refutou as críticas, qualificando a estrutura local socialista como uma concelhia “sem ética”, que “não tem qualquer pejo em utilizar os resultados da segunda vaga de uma pandemia que assola todo o mundo para fazer ataques políticos baixos e infundados” à gestão municipal liderada pela presidente Conceição Cabrita.

Segundo o PS, a população daquele concelho “vive num clima de medo e insegurança” e “várias turmas já fecharam por crianças a testarem positivo”, havendo, também, diversas escolas do concelho “que interromperam a sua atividade” por terem funcionários infetados.

“Os números dispararam nos últimos dias e as medidas profiláticas continuam sem aparecer”, lê-se num comunicado do PS, que considerou que “as suspeitas de novos casos têm sido menosprezadas e a marcação de testes adiada sucessivamente”, com as pessoas a serem “simplesmente, abandonadas à sua sorte, sem serem testadas o que potencializa as redes de contágio”.

O executivo, por seu turno, censurou o PS por responsabilizar o município por adiamentos nos testes à covid-19, “mesmo sabendo que os municípios em Portugal nada têm que ver com a saúde” e que a “responsabilidade nestes atrasos é, exclusivamente, das autoridades de saúde, da debilidade do Serviço Nacional de Saúde e, em última instância, do Governo da República”. 

A mesma fonte recordou as medidas adotadas para evitar a propagação da pandemia, como “enviar trabalhadores para casa”, construir “em tempo recorde de duas Zonas de Apoio à População” para apoio a doentes e pessoas com necessidade de isolamento, ativar linhas de apoio, entregar gratuitamente máscara à população ou tablets a alunos que iam fazer exames nacionais.

No entanto, para o PS, a autarquia “não consegue apresentar um plano eficaz para mitigar os contágios”, pelo que pediu para serem “tomadas de imediato medidas efetivas para travar esta crise” e “as suspeitas de novos” serem “acompanhadas devidamente e testadas dentro do período legal recomendado”.

Na segunda-feira, os concelhos vizinhos de Vila Real de Santo António e Castro Marim, que faz fronteira com Espanha, anunciaram um conjunto de medidas adicionais para travar a propagação do novo coronavírus, nomeadamente, a recomendação do uso de máscara na rua e a suspensão de todos os eventos em equipamentos municipais.

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