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Cristóvão Norte: “OE confirma que vítimas de Monchique são de segunda categoria”

O incêndio que lavrou em Monchique entre os dias 3 e 10 de agosto consumiu cerca de 26 mil hectares, alastrando-se aos concelhos de Portimão, Silves e Odemira

O deputado Cristóvão Norte (PSD) acusa o Governo de esquecer as vítimas do incêndio de Monchique no próximo Orçamento de Estado (OE).

Na audição do ministro da Agricultura e Floresta, no âmbito da discussão da proposta de Orçamento de Estado para 2019, Cristóvão Norte lembrou que “quem esteve em Monchique no rescaldo do incêndio ouvia as pessoas dizer: ‘não morremos já, mas vamos morrer aos poucos’. O Governo, nessa altura, num desfile infindável de ministros, fez juras de todo o apoio às vítimas, para que aquela comunidade se reerguesse”.

No entanto, o deputado social-democrata sublinha que “o governo está a falhar”. “Trata estas vítimas pior que as dos incêndios de 2017: não lhes dá apoio integral na reconstrução com verbas públicas, como fez em 2017, nem adoptou o regime de ajudas simplificadas, mas sim as candidaturas ao PDR, mais complexas. Deste modo, as pessoas, muitas delas idosas, enfrentam um muro burocrático que lhes parece intransponível”, denuncia.

O deputado do PSD lembrou ainda que “depois daquelas observações infelizes sobre o sucesso, o êxito retumbante do Governo sobre o incêndio – que indignou tanta gente – o primeiro-ministro comprometeu-se com um programa para a reorganização económica da serra de Monchique, destacando a diversificação económica, o turismo, falando até do medronho e das questões apícolas”, concluindo que “passaram três meses, os holofotes já lá não estão, esqueceram aquelas pessoas no Orçamento de Estado 2019 e aquela vontade manifestada na altura esmoreceu”, apelando a que o Governo honre os seus compromissos e não aguarde pelo próximo ciclo de fogo.

JA

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