Neto Gomes apresenta obra que narra história da Casa da Primeira Infância de Loulé

Uma História de Amor e Paz na Educação

Amanhã, dia 10 de Junho, pelas 18h00, terá lugar, na Casa da Primeira Infância de Loulé, a cerimónia da apresentação do livro “Uma História de Amor e Paz na Educação”, sobre os 75 anos da Instituição, cuja cerimónia será presidida por Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal.
Para Neto Gomes, jornalista e um dos velhos amigos do Jornal do Algarve, que vai no seu décimo nono livro, o que vai agora ser lançado representa “mil sacrifícios, também por culpa da pandemia, mas também de alguns ‘homens com o (h) pequeno’ que tudo fizeram, sem o conseguir, para que não terminássemos a nossa narrativa, simbolizadora em honra e glória, dos 75 anos da Casa”.
Segundo o autor “é verdade que das origens só existem nomes e alguns que o tempo tudo continua a fazer para os apagar, mas nós tínhamos como missão, e nem sabemos se o conseguimos, contrariar esse destino, reacendendo-os em cada página, em cada dúvida, em cada dificuldade, para regozijo de tantas memórias e de inexploráveis acontecimentos, porque nem toda a documentação existia e muita outra não estava à mão de semear.
Mas esta é também uma história de crianças, mulheres e homens. “Crianças, muitas delas com o ranho colado ao nariz e de respirar ofegante, aflitivo. Outras felizes, sorridentes. E, outras ainda que ali chegavam e ficavam inertes, pacíficas, com medo que a sua própria agitação ou um simples soluçar as devolvesse para a velha e apodrecida enxerga. Era uma espécie de fuga silenciosa ao reino do medo…”
Neto Gomes adianta-nos que “leitura da imprensa da época pouco nos diz, antes muito escondida no que se refere às crianças. No entanto, aos dramas do miserabilismo da época acentuam-se as terríveis condições de acolhimento, em camas piores que enxergas, com as chamadas camas de arame, enchidas por carepa onde se aconchegavam muitas maçarocas de milho, cujos “talocos” endureciam os corpos, que eram acossados por percevejos. Ignorar isso, é apagar a nossa própria existência, pois essa era a pobreza, a miséria que se arrastava em meados do século passado. Na evolução em quase um século de existência e no sonho que hoje carregamos nesta Terra que continua a girar para todos, infelizmente não se deu uma grande viragem no tempo, pois encontramos os mesmos cenários ao colo do nosso século, não apenas nos bairros mais fragilizados da Lisboa dos poetas e dos cancioneiros de beleza, mas também nas fraldas no norte do País, nas encostas onde se produz o vinho da nossa identidade, no Alentejo e neste Algarve, onde por inspiração de Guterres foi criado o rendimento mínimo garantido, porque no Algarve, por exemplo, como acontece hoje, passava-se muita fome…»
E o autor termina dizendo: «Como se consegue explicar às crianças e aos adolescentes de agora, o que é a PAZ, que afinal, também é um dos paradigmas da Casa da Primeira Infância!»

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