CULTURA

ACTA reúne com Bloco e reafirma que há casos de fome entre os artistas

Delegação do Bloco no Teatro Lethes, onde se localiza a sede da ACTA

A Companhia Teatral do Algarve (ACTA) reafirmou esta semana ao Bloco de Esquerda que se vivem situações de desespero e até de fome entre os profissionais da cultura da região e ambas as partes lamentaram que o Governo não tenha programas específicos dedicados à crise económica e social no setor das artes.

A posição foi tomada no início da semana, quando o deputado do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, João Vasconcelos, reuniu com a direção da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, para auscultar as dificuldades que aquela companhia profissional e o setor da cultura na região vivem neste período de crise, informa o Bloco em nota de Imprensa.

A ACTA informou o BE que está a receber por parte da DGARTES financiamento quadrienal ao abrigo do programa de apoio às artes.

Contudo, afirma que outras companhias não foram alvo de apoio como deviam e que, fruto da pandemia que se vive, “muitos atores do setor da cultura se encontram em situações dramáticas de desespero e até de fome. Informou também que os apoios associativos providenciados pela Autarquia são hoje menores que há três anos atrás”.

O Bloco e a ACTA lamentam a ausência de programas concretos dedicados às artes por parte do governo, e a ausência de consolidação de estruturas fundamentais para cada região.

O Bloco considera a dotação do Orçamento de Estado para a cultura como muito fraca e insuficiente, o que, aliado à falta de apoios devido à pandemia, a cultura continua a ser desprezada e obriga os artistas a mendigar para sobreviverem.

O deputado do Bloco informou que “nos finais de fevereiro, lamentavelmente, o PS tinha chumbado (mais uma vez) na Assembleia da República, com a abstenção do PSD e do CDS, várias propostas do BE para o setor da cultura, tão fustigado com a atual crise”.

Essas iniciativas parlamentares propunham que as entidades públicas que cancelaram ou recalendarizaram atividades culturais programadas para o período deste confinamento

pagassem a totalidade das verbas para os trabalhadores, que fosse garantido o acesso dos artistas aos equipamentos para as práticas essenciais à sua profissão que não podiam ser realizadas em teletrabalho, e que os apoios extraordinários anunciados para o setor fossem mais robustos e abrangentes.

A direção da ACTA foi ainda informada que o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda apresentou, no Parlamento, um Projeto de Resolução para que o governo mantenha e reforce o Programa 365 Algarve.

“Este projeto será discutido e votado nos próximos dias e o BE espera que o mesmo seja aprovado. O Programa 365 Algarve será importante para reforçar a programação, apoiar os artistas e mitigar a sazonalidade que se vive na região”, assegura o partido.

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