Algarve tem a maior queda da taxa de desemprego homóloga do País

A taxa média de desemprego em Portugal recuou para 5,9% no primeiro trimestre, valor inferior em 0,4 pontos percentuais à do trimestre anterior e em 1,2 pontos percentuais à do trimestre homólogo de 2021

O Algarve foi a região portuguesa em que a taxa de desemprego homóloga mais caiu no primeiro trimestre do ano, queda que ocorreu também em todas as restantes regiões do País.

O destaque da quebra do Algarve atinge os 3,2 pontos percentuais na comparação entre os primeiros três meses de 2021 e os de 2022, divulgou hoje o INE, segundo o qual a taxa média de desemprego em Portugal recuou para 5,9% no primeiro trimestre, valor inferior em 0,4 pontos percentuais à do trimestre anterior e em 1,2 pontos percentuais à do trimestre homólogo de 2021.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), entre janeiro e março a população desempregada, estimada em 308,4 mil pessoas, diminuiu 6,7% (22,2 mil) em relação ao trimestre anterior e recuou 14,3% (51,7 mil) face ao trimestre homólogo.

A população empregada foi estimada em quase 4,901 milhões de pessoas e aumentou 0,4% (21,9 mil) em relação ao trimestre anterior e 4,7% (219,3 mil) relativamente ao mesmo período de 2021.

De modo semelhante, também a correspondente taxa de emprego, que se situou em 56,4%, aumentou em relação aos dois períodos de comparação: 0,4 pontos percentuais e 2,5 pontos percentuais, respetivamente.

A população inativa com 16 e mais anos foi estimada em 3,593 milhões de pessoas, diminuindo 0,5% (19,0 mil) relativamente ao trimestre anterior e 4,3% (159,8 mil) em relação ao trimestre homólogo.

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A subutilização do trabalho – que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego – abrangeu, por sua vez, 618,2 mil pessoas, tendo diminuído 1,9% (11,9 mil) em relação ao trimestre anterior e 17,2% (128,2 mil) face ao trimestre homólogo.

De igual modo, também a taxa de subutilização do trabalho, estimada em 11,5%, diminuiu tanto em relação ao trimestre anterior (0,2 pontos percentuais), como ao homólogo (2,6 pontos percentuais).

A proporção da população empregada que trabalhou sempre ou quase sempre a partir de casa com recurso a tecnologias de informação e comunicação, isto é, em teletrabalho, foi 10,4%, abrangendo 510,2 mil pessoas, o que correspondeu à segunda menor proporção deste indicador, a seguir à do quarto trimestre de 2021, desde que começou a ser acompanhado, no segundo trimestre de 2020.

No primeiro trimestre de 2022, 46,2% da população desempregada encontrava-se nesta condição há 12 ou mais meses (desemprego de longa duração), valor inferior em 1,7 pontos percentuais ao do trimestre precedente e superior em 12,7 pontos percentuais ao do trimestre homólogo.

No que se refere à taxa de desemprego de jovens (16 a 24 anos), recuou a um ritmo superior à do desemprego geral, tendo sido estimada em 20,6%, um valor inferior em 2,8 pontos percentuais ao do trimestre anterior e em 3,5 pontos percentuais ao do trimestre homólogo.

De janeiro a março, a taxa de desemprego foi superior à média nacional em quatro regiões do país (Madeira: 7,5%; Algarve: 7,0%; Área Metropolitana de Lisboa: 6,8% e Açores: 6,6%) e inferior nas restantes três regiões (Norte e Centro: 5,4% em ambas; e Alentejo: 5,1%).

Em termos trimestrais, a taxa de desemprego aumentou em três regiões, das quais se destaca a Região Autónoma da Madeira (0,9 pontos percentuais), e diminuiu em quatro regiões, com o maior decréscimo a ser observado na Região Autónoma dos Açores (1,6 pontos percentuais).

Utilizando os valores do quarto trimestre de 2021 para efeitos de comparação na União Europeia, verifica-se que a taxa de desemprego de jovens na média dos 27 países foi estimada em 14,4%, menos 9,0 pontos percentuais do que em Portugal (23,4%), que nesse trimestre apresentou a quarta taxa mais elevada na UE-27, a par da Roménia.

No quarto trimestre de 2021, a taxa de desemprego de jovens na UE-27 diminuiu 1,7 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2021, enquanto em Portugal esta taxa aumentou 0,8 pontos percentuais no mesmo período.

Relativamente ao último trimestre de 2020, ambas as taxas evoluíram no mesmo sentido, tendo, porém, diminuído mais na UE-27 (3,2 pontos percentuais) do que em Portugal (0,9 pontos percentuais).

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