António Costa e Pedro Marques reafirmam importância do projeto europeu para o Algarve

Centenas de pessoas encheram na terça-feira o auditório da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, em Faro, para apoiar o arranque oficial da campanha do Partido Socialista, que contou com as participações de António Costa e do cabeça de lista Pedro Marques

O presidente do PS Algarve, Luís Graça, começou os discursos referindo que “o Algarve é sempre um bom sítio para começar uma viagem, assim foi com os Descobrimentos e assim será neste percurso rumo à Europa que defendemos para o futuro”.

Numa região com a maior percentagem de estrangeiros do país, cerca de 16,4%, e cujo contributo para a dinâmica económica e social é fundamental, o líder do PS Algarve reforçou a necessidade de o Algarve voltar a ter acesso ao Fundo de Coesão e “reafirmar-se como uma região de qualidade ambiental de excelência, pioneira no combate às alterações climáticas. Um percurso de concretização regional, mas de ambição global e cujo percurso passa sem dúvida pelo centro de decisões e investimentos europeus”.

Seguiu-se a intervenção de José Apolinário, que relembrou o trabalho do PS na construção da história de desenvolvimento da região, nomeadamente a criação da Universidade do Algarve por lei da Assembleia da República há 40 anos, o investimento no curso de medicina, na investigação, e na valorização do conhecimento para o futuro dos jovens.

Apolinário apelou ao voto “no projeto europeu de paz, de diálogo e juventude, de direitos sociais, de desenvolvimento sustentável e mitigação das alterações climáticas”. Renovou ainda a convicção da capacidade do PS na gestão do país e defesa dos interesses nacionais em contexto europeu.

“Provámos que era possível outro caminho e hoje temos uma realidade nacional diferente, com contas certas, a devolução de direitos e a criação de mais e melhor emprego. Votar no PS é votar com a confiança de que os eurodeputados socialistas são os mais preparados para defender este projeto comum, e acima de tudo os interesses de Portugal e dos portugueses”.

O cabeça de lista pelo PS, Pedro Marques, relatou o seu percurso de proximidade com as populações, a importância de ouvir, de apoiar e aprovar medidas concretas para fazer face a problemas ou minimizar o impacto de catástrofes. Foi assim que o candidato a eurodeputado descreveu a sua forma de ação, no âmbito dos incêndios de 2017 que assolaram o país, e a sua capacidade de avançar com o Plano de Valorização do Interior decisivo para a diferenciação positiva do território e respetivo desenvolvimento sustentável. Um percurso que o candidato defende a nível europeu. “Votar no PS no dia 26 de maio é votar na dignidade política e em políticos que defendem Portugal”.

O primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, frisou que a União Europeia “antes de ser uma fronteira, uma bandeira ou uma moeda, é uma união de valores que garante a paz, a liberdade e a democracia”.

Neste âmbito, salientou o papel determinante de Pedro Marques, na Reforma da Segurança Social, de forma a garantir o funcionamento do sistema para as gerações vindouras; a sua intervenção na conclusão e planeamento de obras estruturantes para o país e no apoio ao tecido empresarial. “Nos dois primeiros anos, a execução do quadro comunitário em vigor estavam apenas 4 milhões de euros nas empresas nacionais, nós, em 100 dias de Governo conseguimos com o apoio incondicional do Pedro Marques mais de 100 milhões”.

António Costa prosseguiu sublinhando que o Governo PS “concretizou a mudança política e os dados não enganam: crescimento acima da média europeia em 2017, 2018 e 2019, o desemprego caiu para 6%; foram quase 200 mil pessoas que saíram da pobreza; conseguimos reduzir o abandono escolar precoce e aumentar o crescimento do emprego. Sei que nem tudo é positivo, mas este é o caminho para a resolução dos desafios”.

“Um percurso de equilíbrio e responsabilidade, mas também de ambição, que deve ser consolidado nas eleições europeias, porque estar na Europa não basta, é preciso estar em negociação constante na defesa dos interesses dos portugueses”, sublinhou António Costa, apelando ao voto no PS no dia 26 de maio.

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