BE e PCP pedem “excecionalidade” para Monchique

O Bloco de Esquerda e o PCP deram entrada na Assembleia da República de projetos de lei para atribuir às vítimas dos incêndios de Monchique, Silves, Portimão e Odemira, em agosto passado, medidas de apoio idênticas aquelas que foram atribuídas às vítimas dos incêndios florestais do ano passado.

Para os parlamentares bloquistas, “é premente que se reconheça a excecionalidade dos incêndios ocorridos” na serra da algarvia, tanto pela dimensão da área ardida, como pelo número de feridos atingidos, e ainda pelos malefícios que atingiram as vítimas.

“É necessário providenciar a reposição das potencialidades produtivas, devendo prevalecer critérios de apoio idênticos aqueles que foram estabelecidos para os incêndios de junho e outubro de 2017”, rematam os deputados do Bloco.

Já o PCP alerta que, após os incêndios florestais, as árvores ardidas constituem um problema. “A madeira queimada sofre de imediato uma desvalorização considerável, não recebendo os produtores florestais por ela um valor justo, a que acrescem negativas consequências ambientais de se manter nos terrenos uma grande quantidade de árvores mortas e a apodrecer, as quais constituem mais combustível para alimentar novos incêndios, além de facilitarem a propagação de doenças e pragas na floresta não ardida”, salienta o grupo parlamentar do PCP.

Nesse sentido, os comunistas pedem ao Governo que reconheça a necessidade de intervir no sentido de garantir que os produtores florestais algarvios possam retirar algum rendimento da madeira queimada no incêndio do passado mês de agosto.

“Estes problemas económicos e ambientais podem ser mitigados com a criação de parques públicos de receção e comercialização de madeira queimada”, rematam.

JA

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