REPORTAGEM

Certificados e testes dividem hotéis e restaurantes

restaurante

A recente decisão do Governo de impor a apresentação de certificados digitais e testes, sob determinadas condições, como passaportes para entrar num hotel ou num restaurante está a dividir os empresários daqueles setores no Algarve, de acordo com uma auscultação esta semana efetuada pelo JA

Embora com exceções, as críticas às recentes decisões do Executivo de António Guterres são mais duras por parte dos empresários, nomeadamente restaurantes, do que da maioria das associações que os representam, como é o caso da Associação da Indústria Hoteleira e Similares do Algarve (AIHSA) e da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). Já a AHETA critica a medida.

A apresentação de um certificado digital ou de um teste feito nas últimas 24, 48 ou 72 horas anteriores (consoante se trate de PCR, antigénio ou autoteste, respetivamente) é vista com compreensão por parte de João Soares, que representa a AHP no Algarve: “Sob o ponto de vista da segurança as medidas são boas, dão confiança aos clientes dos hotéis. Nesse sentido é bom”, enfatiza o também proprietário do Dom José Beach Hotel, Quarteira.

O certificado passa a ser passaporte para uma refeição ou pernoita

Embora esteja de acordo com a filosofia que preside à medida anunciada a 8 de julho ao fim da tarde pelo Governo, João Soares lamenta que ela tenha sido posta em prática num curto espaço de tempo, pois entrou em vigor no sábado às 15:30, menos de 48 horas depois do seu anúncio. “Houve pouco tempo de adaptação. Não é possível implementar todas as medidas e preencher todos os requisitos de uma quinta-feira para um sábado e ainda agora temos dúvidas”, sublinha o empresário ao JA, enfatizando que, mesmo com dificuldade, as empresas, com receio das coimas, tentaram mais uma vez cumprir o que lhes foi pedido.

Sobre as maiores dificuldades que se apresentam aos hotéis, Soares destaca os timmings: “As dificuldades que estamos a ter é que muitos clientes não têm as duas doses de vacinas há mais de 14 dias. Isso desmotiva as pessoas de fazerem reservas. Numa família de dois adultos e dois adolescentes, basta três não terem certificado de vacinação que é um incómodo muito grande.

Joao Prudêncio

(leia a notícia completa no Jornal do Algarve de 22 de julho de 2021)

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