Comerciantes admitem contaminação de carne picada

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Comerciantes reconhecem que há quem junte à carne de vaca picada um produto “para lhe dar cor”, mas contestam os resultados do estudo da associação de defesa dos consumidores.

Os dirigentes da Federação Nacional das Associações de Comerciantes de Carnes reconhecem que poderá haver carne de vaca picada imprópria para consumo à venda nos talhos, mas contestam os resultados alcançados pelo estudo realizado pela Deco, alegando que as amostras não foram recolhidas corretamente.

“Aparecem uns indivíduos [nos talhos] a vender umas embalagens que dão cor à carne e garantem que não fazem mal às pessoas. Os talhantes acreditam e não vão analisar”, contou ao Expresso o vice-presidente desta federação, que é também dirigente da Associação de Retalhistas de Carne do Porto.

“Não posso dizer que não haja quem use esses produtos [na carne picada], mas quando isso acontece tem se ser punido quem o faz”, afirma Francisco Vasconcelos.

Já o secretário-geral da desta federação, Jacinto Bento, à qual pertencem cinco dos 34 talhos das zonas da Grande Lisboa e do Grande Porto visitados pela Deco, assegura que, para ser devidamente analisada, uma amostra tem de sair do talho num saco selado e ser mantida a dois graus celsius, a mesma temperatura a que tem de se encontrar à venda.

Segundo Jacinto Bento, os donos destes cinco talhos já pediram novas análises nos laboratórios acreditados do Centro de Formação Profissional do Sector Alimentar e só uma deu positivo.

“Evidentemente que houve alterações na carne [recolhida pela Deco] e que as análises não foram feitas nas melhores condições técnicas”, remata Jacinto Bento que, tal como a Deco, aconselha os consumidores a só comprarem carne que seja picada à sua frente.

Carlos Abreu (Rede Expresso)
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