OPINIÃO

Comunicando desportivamente: De lés a lés, em nome da solidariedade

OPINIÃO | HUMBERTO GOMES
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Terminou, no passado domingo, com a chegada a Faro, a aventura/missão de Maria Martins e de Raquel Queirós, que percorreram de bicicleta, pela Estrada Nacional 2 (EN 2), a ligação entre Chaves e Faro, numa distância de 739,26 Kms, naquela que é a “mais longa da Europa” e é, também, a terceira maior do mundo, atravessando 11 distritos e 32 municípios.


Ideia que partiu de Maria Martins, prontamente acolhida pela Federação de Ciclismo que, por sua vez, contactou a Raquel Queirós e, pernas para que te quero, aí vieram as duas por aí abaixo. E porquê?


Por uma causa nobre: “Queremos ajudar, porque a maioria das crianças do Refúgio Aboím Ascenção não têm capacidade para comprar uma bicicleta”, além que, com outro objetivo que as trouxe para esta aventura/missão : “Incentivar os mais jovens para praticarem desporto, neste caso o ciclismo. Isto porque queremos que o futuro seja melhor ainda do que o que temos agora. Assim, oferecendo, estamos a fazer as duas coisas”.


Maria e Raquel, ambas de 20 anos, que poderão estar juntas nos próximos Jogos Olímpicos de Tóquio. Maria, a primeira ciclista de pista portuguesa a qualificar-se para umas olimpíadas, enquanto que Raquel, na vertente de BTT, à qual só faltam duas provas de apuramento, está a um passo de carimbar o passaporte.


Foi enorme a curiosidade do público que, em bom número e à beira da estrada, não se furtou a levar o justificado e merecido incentivo, a esta bela iniciativa protagonizada por duas jovens atletas.


São gestos destes que, numa qualquer encruzilhada da história dos nossos dias, nos fazem acreditar que valerá sempre a pena acreditar em atos pedagógicos, repondo, de algum modo, o sentido lúdico da existência na via da Ética.
Para aplaudir, de pé!

Humberto Gomes

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