OPINIÃO

CRÓNICA DE FARO: Os correios vão de mal a pior

OPINIÃO | JOÃO LEAL

É exegível, em nome dos interesses públicos e dos utentes, que algo e de urgente se faça em vista da correta, desejada e necessária, requalificação do serviço postal. Com efeito e após os saudosos tempos, nesta área de tão elevado interesse para todos os setores da vida do País, em que não havia ocorrido a privatização, as coisas funcionavam com merecida regularidade, confiança e crédito.
Veja-se o que sucede com o “Jornal do Algarve” que, aquando do seu lançamento há 61 anos e mesmo durante muitos anos (quando havia distribuição nas manhãs de sábado) o “Times” chegava pontualmente e era um dos regalos do fim de semana, até porque muitos dos acontecimentos em referência ocorriam naquele dia e ao domingo. Hoje para cobrir os poucos mais de cinquenta quilómetros que vão de Vila Real de Santo António, em cuja estação postal são depositados na tarde de quarta-feira, levam cinco dias, vão sendo recebidos pelo assinante/leitor, como é o nosso caso, nas manhãs de segunda-feira ou seja uma média de 10km/dia! Impressionante e de todo merecedor das mais acérrimas críticas.
A privatização de qualquer serviço público deve representar, quanto a nós e, para além de outros requisitos, a melhoria qualitativa e racional dos mesmos, tendo sobretudo em vista o público consumidor que mantem a empresa devolvida à iniciativa privada.
Quando, muitas e muitas vezes, o acontecer a receção no dia seguinte à sua expedição é como “agulha em palheiro”, o “Jornal do Algarve” chega a nossas casas já os eventos sucederam ou é como comida que várias viagens faz entre o frigorífico e o fogão.
As coisas estão mal e porque se trata de um serviço de interesse público há que chamar a empresa dos Correios à ordem e corrigir estes desmandos.

João Leal

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