OPINIÃO

Crónica de Faro: “Um cheirinho a Algarve…”

Joao Leal
OPINIÃO|JOÃO LEAL
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Não raro temos assinalado nestas colunas inúmeras e constantes deficiências que os CTT, de uma incomensurável prestabilidade pública, desde que criados há alguns séculos, nos ditos «tempo dos Afonsinhos», nos brindam . É um prática constante e quotidiano, motivadora de elevados prejuízos e transtornos, quer de ordem social como económica e ou afectiva.
Ainda nestes dias de pandemia, não obstante não vermos qualquer relação ou interferência entre o implacável Covid 19 e os CTT, a crítica fundamentada e assente em pertinentes razões assume-se em plenitude. No nosso pessoal assiste-se ao desplante de o «Times» que é expedido de Vila Real de Santo António às 4ªs feiras chegando ao destinatário apenas na 3.ª feira ou seja quase uma semana após iniciar um percurso de menos meia centena de quilómetros!


Mas hoje, porque o é de toda a justiça fazê-lo, os Correios merecem o nosso elogio e o nosso agradecimento. É que foi editada uma emissão filatélica com «cheirinho a Algarve» com a temática da gastronomia tradicional mediterrânica. Um deles é dedicado ao saboroso e apetitoso «arroz doce estoiense», referente ao conhecido doce feito na típica Vila de Estoi e o outro ao licor da flor de laranjeira, uma aromática e digestiva bebida de «beber e chorar por mais». O inebriante aroma à algarvia flor da laranjeira mantem-se activo por algum tempo, constituindo uma surpresa na edição filatélica em referência e aplauso. A edição de cada selo («arroz doce à estoiense» ou «licor de flor de laranjeira) teve uma tiragem de cem mil exem-plares.


Não sabemos a quem foi o responsável dos CTT que coube a feliz ideia. Mas os nossos parabéns são-lhe devidos!

João Leal

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