Dois deputados franco-portugueses contestaram casamento gay

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Patrice Carvalho, do PC, votou contra a lei do “casamento homossexual”, Carlos da Silva, do PS, votou a favor mas, por ser oriundo de “uma família católica portuguesa”, hesitou muito.

Dos três deputados de origem portuguesa na Assembleia Nacional francesa, apenas a socialista Christine Pires Beaune, funcionária pública de 49 anos eleita por um círculo da região de Clermont-Ferrand, apoiou sem reservas o projeto de lei sobre “o casamento para todos” e a adoção de crianças por casais homossexuais, ontem aprovado pelo parlamento francês.

Os seus dois colegas também filhos de portugueses, como ela nascidos em França, tiveram uma posição bem diferente.

O comunista Patrice de Carvalho, de 60 anos, votou contra. Este mecânico, militante muito antigo do PCF (desde 1967), presidente de uma câmara da região da Oise, na região parisiense e parlamentar conhecido em França por, em 1997, ter chegado à Assembleia vestido com um fato macaco, acha que não era necessária uma nova lei sobre o casamento.

Defendia uma extensão da legislação atual aos casais do mesmo sexo, designadamente nas questões de sucessão. “É fumo, havia outras coisas para votar antes disto”, explica.

Quanto ao socialista Carlos da Silva, 39 anos, formado em ciências sociais, que está no parlamento por ser desde há dez anos o suplente do ministro do Interior, Manuel Valls, confessa que hesitou muito antes de decidir votar o texto defendido pelo Governo do seu partido. “Estava cético por se ir tocar na base da organização social do nosso pais”, diz.

Depois de meses de reflexão, o deputado oriundo de “uma família católica portuguesa” acabou por se alinhar com a maioria mas avisa que não votará a favor da Procriação Médica Assistida, que o Governo promete apresentar ao parlamento nos próximos meses.

Carlos da Silva é deputado de um círculo da região parisiense.

Daniel Ribeiro (Rede Expresso)
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