EDITORIAL: A voz da região!

 

Chegamos ao fim de mais um ano, num percurso que completará no próximo dia 30 de março 61 anos de edições semanais ininterruptas, com o sentimento de termos cumprido, uma vez mais, o propósito que nos tem animado desde que em 1983 adquirimos o Jornal do Algarve: o de servir a região com o mesmo espírito de missão, rigor informativo e independência, que presidiu à sua fundação em 1957.
José Barão quis que o Jornal do Algarve fosse “uma voz que embora partindo do extremo mais oriental do Algarve se fizesse ouvir em toda a Região” e nós, apesar da insistência de alguns, em querer classificar o Jornal como um órgão local, temos procurado sempre ser fiéis à sua dimensão regional. Quiçá resida aqui, em grande parte, o nosso sucesso e a razão por que somos hoje o decano dos semanários regionais e porque continuamos a ser um jornal de referência, mesmo no contexto da imprensa regional portuguesa.
Também, apesar das muitas tentativas em nos cono-tarem politicamente com esta ou aquela tendência, a verdade é que, em termos de poder local, o Jornal do Algarve consegue manter a proximidade normal de um jornal regional que tem que fazer uma informação de proximidade e, ao mesmo tempo, o distanciamento necessário para evitar colagens a esta ou aquela personalidade ou força política, mantendo um relacionamento normal com todas as autarquias locais, independentemente do partido que em cada momento as preside. Uma postura que nos credibiliza e dá força, embora alguns, malevolamente, por vezes queiram insinuar o contrário.
Rigor na informação e pluralismo na opinião, dando voz a todos, sem exceção, desde que o façam com respeito, sentido ético e os princípios e valores básicos da democracia, é a nossa receita. Promovemos o debate de ideias e não fugimos a polémicas, mas não nos envolvemos nelas.
Continuamos a ser um Jornal de causas regionais. Estivemos na base do desenvolvimento do turismo como uma importante alavanca do crescimento económico, com a Operação Algarve-Turismo, na construção do Aeroporto de Faro, da Universidade do Algarve, da Ponte Internacional do Guadiana, da Via do Infante e do Ordenamento do Território e abraçámos e continuaremos a abraçar muitas outras bandeiras de luta.
É nesta orientação editorial que reside a nossa força e é por ela que continuamos a ter um bom conjunto de assinantes e leitores, muitos desde o primeiro número e outros novos que nos continuam a escolher, com frequência.
Terminamos, com o balanço de um ano que não foi melhor por causa das tragédias que se abateram sobre uma parte do país, com o flagelo dos incêndios, por de trás dos quais anda também muita mão criminosa, mas que no cômputo geral foi bastante positivo para as famílias portuguesas, principalmente para as de menores recursos e que teve em Mário Centeno, um algarvio que continua a manter uma ligação muito estreita a Vila Real de Santo António, um protagonista muito especial, pela capacidade que tem revelado em cortar com a austeridade e por o país na rota do crescimento e da credibilização internacional.

A todos os nossos assinantes, leitores e anunciantes, os votos de um próspero 2018 de todos os que fazemos semanalmente este Jornal.

Fernando Reis

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