ALGARVE

Empresa algarvia cria caças ao tesouro para ensinar história das cidades

Uma empresa algarvia está a promover atividades de caça ao tesouro para “ensinar” História de Portugal e quer estender o projeto a várias cidades, disponibilizando mapas do tesouro digitais em quatro línguas, anunciou a mentora do projeto.

O primeiro percurso a ser lançado na plataforma digital que estará disponível ao público a partir de 11 de novembro é o da Cidade Velha de Faro, que no sábado recebe uma caça ao tesouro noturna para testar a plataforma, contou Sónia Fialho Peralta.

“Não se trata de uma competição”, avisou a empresária, sublinhando que o projeto “All Treasure Hunt” é “muito mais do que um jogo”, servindo como uma espécie de “visita guiada” à história das cidades.

Após a inscrição, os participantes recebem uma ligação de acesso à plataforma e têm de seguir as pistas, fornecidas através de vídeos de personagens históricas, enigmas e pergaminhos digitais, complementadas com a informação do património contida nas placas do município.

Ao longo do percurso, que dura entre 45 minutos e uma hora, haverá ainda personagens que fazem uma dramatização ao vivo, contou Sónia Fialho Peralta, confessando que foi o seu fascínio por História que a levou a criar este projeto.

Natural de Lisboa e no Algarve há 18 anos, Sónia, que é empresária em nome individual, começou a trabalhar em animação turística no Algarve há 16 anos, em Faro e Olhão, numa altura em que nestas cidades “praticamente não havia” turismo.

“Comecei por fazer caças ao tesouro para empresas em atividades de team building [consolidação de equipas de trabalho] e os clientes depois começaram a perguntar-me se não era possível fazer também para famílias”, referiu.

Começavam assim, há exatamente um ano, as caças ao tesouro noturnas no Algarve, em eventos que chegaram a ter mais de 100 participantes, algo impensável no atual contexto de pandemia da covid-19, em que o número máximo está reduzido a 50.

Os participantes na caça ao tesouro prevista para o próximo sábado em aro – cujo tema é “A Corte Real e os Templários” – têm de formar equipas até cinco pessoas, sendo as partidas das equipas em horários diferentes para evitar que se cruzem.

Segundo Sónia Fialho Peralta, cada caça ao tesouro é precedida de uma pesquisa histórica e de uma reunião com o historiador do município, que auxilia “com os pormenores mais profundos” da história daquela cidade ou vila.

“O objetivo é que as pessoas se divirtam ao mesmo tempo que descobrem coisas que a maior parte desconhece ao nível da história da sua própria cidade”, notou, considerando que é uma atividade especialmente importante para crianças e jovens.

Numa primeira fase, a plataforma será lançada apenas em português, prevendo-se que gradualmente esteja disponível em espanhol, inglês e francês, como forma de chegar também aos turistas, dando-lhes a conhecer “a história e cultura da parte mais antiga das cidades”.

O projeto “All Treasure Hunt” é apoiado pelo Centro Regional para a Inovação do Algarve (CRIA) da Universidade do Algarve.

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