Horas em dívida a enfermeiros do CHUA levam PCP a questionar o Governo

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O Grupo Parlamentar do PCP, por intermédio dos deputados Paulo Sá, eleito pelo Algarve, Carla Cruz e João Dias, questionou o ministro da Saúde sobre as horas que estão em dívida aos enfermeiros do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA).

Os comunistas querem saber que medidas estão a ser tomadas para acelerar a regularização daquela situação, assim como dos dias feriados não gozados, bem como
quando prevê o Governo que essa regularização esteja concluída e que medidas estão a ser tomadas no CHUA para evitar o agravamento das horas e dos dias em dívida com a entrada em vigor do horário semanal de 35 horas para todos os enfermeiros.

De acordo com informação disponibilizada ao Grupo Parlamentar do PCP pela Direção Regional de Faro do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, os enfermeiros do CHUA registavam, em outubro de 2017, 32.886 horas de serviço em excesso relativamente aos seus horários normais (14.791 no Hospital de Faro e 18.095 nos Hospitais de Portimão e Lagos), a que acresciam 8.837 dias feriados não gozados (6.326 no Hospital de Faro e 2.511 nos Hospitais de Portimão e Lagos).

No período compreendido entre outubro de 2017 e janeiro de 2018, no Hospital de Faro terão sido regularizadas 6.662 horas das 14.791 em dívida em outubro.

“Estas horas de serviço em excesso e os feriados não gozados devem-se à acentuada carência de enfermeiros no CHUA”, considera o PCP, acrescentando que o número de enfermeiros (com horários de 35 horas) necessários no CHUA, aplicando as fórmulas de cálculo do regulamento n.º 533/2014 da Ordem dos Enfermeiros, é de 1.755. “Existem apenas 1.380 enfermeiros (equivalente tempo integral)” e “a carência é de 375”, concluem os comunistas.

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