Jamie Cullum “ansioso” por atuar em agosto na região

O cantor e pianista de jazz Jamie Cullum afirmou à Lusa estar “ansioso” para voltar a atuar em Portugal, o que acontecerá em agosto, em Albufeira, no âmbito do programa Allgarve.

O músico atuará no Balaia Golf Village e “será como acontecer”, já que quando entra em palco, assegura, não tem um pré-alinhamento, preferindo escolher os temas conforme sente a audiência.

“Em Portugal, onde sei que temos muitos fãs, o público foi uma revelação”, disse o músico referindo-se ao espetáculo realizado em maio passado, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

“Um público muito heterogéneo, de todas as idades e que sabia as canções, cantava-as, dava uma boa réplica”, recordou.

“Estávamos todos com muita vontade e ansiosos por voltar a tocar em Portugal, um país que gostava até de conhecer melhor, talvez tirar umas férias”, disse.

Da música portuguesa Jamie Cullum conhece “alguma coisa da Mariza”, mas afirma-se “maravilhado” com um CD de fado que lhe ofereceram com vários “nomes mais antigos”, especialmente Amália Rodrigues, que considera “espantosa”.

O músico apresentará em Albufeira o álbum “The Pursuit”, editado no início do ano, que “reflete a influência da música pop”.

“A par dos muitos músicos de jazz que ouvi, como Herbie Hancock, ouvi muito Beach Boys, Nirvama. E este álbum foi tentar fazer justiça à influência dos The Beatles, dance music, e rap music, e tentar ver até onde essa música levava a minha própria música”, declarou.

Todavia, afirmou que “este som mais pop” que se observa em “The Pursuit”, foi “por acaso”. “Estava a tocar piano e as canções vieram-se aos dedos”, disse entre risos à Lusa.

O músico argumentou que “o construir canções” não obedece a um esquema pré-estabelecido. “Por vezes começa-se pela melodia, outras vezes basta um título, outras vezes é a letra que nos inspira”, afirmou.

De qualquer modo o primeiro teste é sempre ao piano, “se a canção acontece, e surge bem, podemos pensar noutras coisas, em acrescentar-lhe cordas, percussões ou qualquer outra cosia”, disse Cullum que além de cantar, toca piano, guitarra e “stomp box” (percussão).

Cullum salientou que não é um “música académico” e tudo o que faz e sabe “é por instinto” e daí “ser tudo tão natural, nada estudado, nada previsto”.

“Faço aquilo em que me sinto bem, e assim é nos concertos, não gosto que o de hoje seja igual ao de ontem ou ao de amanhã, cada um vale por si”, disse.

“Durante esta digressão que estou a fazer nos Estados Unidos achei extraordinário como as pessoas de divertiam e dançam as minhas músicas”, acrescentou.

Este mês foi lançado em Portugal um CD/DVD que além dos temas do álbum “The Pursuit”, inclui dois novos temas: “Gran Torino” e “Grace is gone”, canções que integarm bandas sonoras de dois filmes de Clint eastwood.

O DVD reúne atuações o ano passado nos festivais de jazz de Montreux (Suíça) e North Sea, em Roterdão (Holanda), e ainda no Sonar Festival, em Barcelona (Espanha), em 2008.

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