Lagoa: Ambientalistas alertam para riscos de construção em zona húmida

Risco de inundação, colapso de terrenos e contaminação dos aquíferos. Estes são os perigos que a construção nas Alagoas Brancas, uma pequena zona húmida da cidade de Lagoa, pode acarretar no futuro. O terreno da polémica está classificado como urbanizável desde 2008, mas os ambientalistas não têm dúvidas sobre a importância da preservação deste espaço natural

Os ambientalistas estão preocupados com o futuro das Alagoas Brancas, uma zona húmida que está localizada perto do recinto da Fatacil, na cidade de Lagoa.

Este local chegou a ser destinado a um empreendimento comercial, em 2017, já que a zona está classificada no Plano de Urbanização (PU) daquela cidade, desde 2008, como zona de expansão urbana para atividades comerciais, ou seja, é possível construir naquela área.

No entanto, um estudo da associação Almargem, revelado no início deste mês, veio revelar que a zona tem “uma riqueza de vida selvagem elevada” e que a construção naquele local representaria “um risco de colapso em caso de excesso de carga, um risco de contaminação dos aquíferos e uma elevada probabilidade de inundação em toda a área urbana, em caso de desaparecimento da zona húmida”.

O estudo em causa chama-se “Valorização das Zonas Húmidas do Algarve” e foi apresentado no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), em Faro. O documento apresenta um diagnóstico detalhado de três zonas húmidas da região algarvia – Foz do Almargem e Trafal, em Loulé; a Lagoa dos Salgados e a Foz de Alcantarilha, em Albufeira e em Silves; e as Alagoas Brancas, em Lagoa.

“Após a apresentação desta investigação, quaisquer dúvidas que pudessem existir sobre a importância da preservação destes espaços naturais no Algarve, foram dissipadas”, acentua Anabela Blofeld, do Grupo Salvar as Alagoas Brancas…

Leia a notícia completa na edição em papel.

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