OPINIÃO

LUÍS CAMARADA

Vila Real Santo António

Atenção aos incautos

Provavelmente vocês nunca se depararam, mas hoje em dia existe um produto bancário que está acessível ao comum dos cidadãos, mas muitos desconhecem a arma de dois gumes que tem este produto.
Vivemos numa sociedade onde a imaginação dos ges-tores bancários vai tão longe quão a sua necessidade de facturar para pagar os seus faustosos salários. Se estivermos  a falar da Banca privada então ainda há alguma almofada de tolerância pois como o seu próprio nome diz são privados e a mais-valia é o seu grande objectivo.
A história muda de rumo quando falamos da Caixa Geral de Depósitos, a jóia da Coroa deste governo que se diz socialista e defensor do Estado social que tanto apregoa. Então o produto bancário que falamos no início da peça são os tais cheques não endossáveis que recentemente foram criados. Na posse de um cheque desse tipo este não pode ser depositado numa conta que não seja do destinatário desse cheque, então a pessoa tem de abrir uma conta nesse banco, para poder depositá-lo nesse banco, caso o cheque seja de uma importância alta tam- bém não é muito conveniente levantá-lo pois andar com muito dinheiro  nos tempos que correm também não é muito razoável.
Em situações normais quando o cliente se dirige à caixa tudo é normalmente explicado pelo funcionário, como funciona o esquema do cheque não endossável, mas o caso muda de figura quando o cliente decide depositar o cheque numa máquina multibanco, pois também está muito em voga,  facilita o serviço do banco e aumenta o desemprego.
Então o que acontece, o cheque entra e aí não está nenhum funcionário para explicar que os cheques não endos-sáveis só podem ser depositados nas contas dos destinatários dos mesmos, como tal são devolvidos e é cobrada uma comissão de 16.60 euros.
Porque Caixa com o dinheiro de todos nós é  banco e ainda falam em Estado social, seus gatunos…

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