Marcelo agradece a operacionais em Monchique

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O Presidente da República chegou esta manhã ao território afetado pelos incêndios da última semana um dia depois do primeiro-ministro.

Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu aos operacionais que combateram as chamas. “Queria agradecer-vos estes dias e estas noites que foram muito longos e muito longas numa missão que ainda não terminou. E que no vosso caso não termina nunca, uma vez que a vossa vida é dedicada a esta causa”, afirmou o Presidente da República quando chegou a Monchique.

“Todos os portugueses acompanharam de perto ou de longe estes dias mais difíceis nas vossas vidas e pela minha boca vos agradecem aquilo que foi uma dedicação, se possível, mais exigente, mais complexa, mais difícil, mais extenuante, que foi a dos últimos dez dias”, afirmou o chefe de Estado.

O incêndio que começou no dia 3 de agosto e só foi dominado uma semana depois, destruiu pelo menos 17 casas de primeira habitação no concelho de Monchique.

O balanço foi feito pelo primeiro-ministro, que visitou esta sexta-feira o concelho. António Costa adiantou que 13 dessas habitações estão localizadas em Alferce, enquanto as restantes quatro situam-se em Monchique. Rui André, presidente da Câmara de Monchique, esclareceu que estas 17 habitações necessitam de uma “reconstrução total”.

O primeiro-ministro deslocou-se à vila de Monchique para anunciar cinco grandes medidas que serão tomadas nos próximos tempos. A prioridade número um continuam a ser as pessoas que foram deslocadas e o apoio às empresas afetadas, enfatizou António Costa.

O chefe do Governo assegurou também a importância de assegurar a alimentação dos animais e ainda evitar derrocadas e contaminação dos aquíferos, pelo que há já uma equipa de técnicos especializados em conservação da floresta no terreno afetado.

Outra medida diz respeito a uma resolução a longo prazo, com a criação de um programa de reordenamento económico da serra de Monchique, que vai ser desenhado pelos próprios autarcas e autoridades da região. Um programa que terá por objetivo assegurar a subsistência diversificada da base económica e contribuir para a oferta turística da serra.

O primeiro-ministro anunciou que o presidente da Câmara de Monchique, Rui André, vai liderar a elaboração de um programa de reordenamento económico desta serra.

“A partir da próxima semana, a Segurança Social terá quatro linhas de atendimento para os apoios financeiros e sociais de emergência, e duas unidades móveis”, estas que deverão circular “a partir de meados da próxima semana”, à imagem do que aconteceu nos incêndios do ano passado, refere o primeiro-ministro.

Entretanto, as equipas da Segurança Social prestaram apoio a quase 700 pessoas afetadas pelo incêndio na zona de Monchique.

Este apoio visa “garantir a resposta de emergência identificada ao nível da alimentação, agasalhos, alojamento temporário, entre outras necessidades, às pessoas e famílias afetadas pelo incêndio”, explica o Instituto de Segurança Social em comunicado.

Ao longo destes dias, a Segurança Social, em articulação com a Proteção Civil, assegurou a instalação de um total de nove zonas de concentração e apoio às populações nas localidades de Monchique (3), Portimão (1), Vila do Bispo (2), Silves (2) e Odemira (1), onde disponibilizou apoio social direto, de emergência, às populações que dele necessitaram.

A Proteção Civil considera que o incêndio está “dominado”, mas vai continuar no terreno a vigiar a imensa área ardida, que atinge os 27 mil hectares.

A Proteção Civil atualizou o número de feridos para 41, um dos quais em estado grave (uma idosa que se mantém internada em Lisboa).

Os prejuízos devem ser superiores a 10 milhões de euros, uma estimativa feita pelo presidente da Câmara de Monchique, que admite ser apenas uma primeira avaliação.

JA

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