Montepio explica contornos da compra do Finibanco

O Montepio Geral vai hoje explicar as condições em que está disposto a comprar o Finibanco, depois de ter anunciado essa intenção na sexta feira, um dia depois de a agência Lusa ter divulgado a notícia.

O Montepio confirmou na sexta feira o lançamento de oferta pública de aquisição (OPA) sobre o Finibanco, oferecendo 1,95 euros por ação, num total de 341,25 milhões, condicionando a oferta à compra de pelo menos 75 por cento do capital. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Montepio anunciou o lançamento da OPA à instituição liderada por Humberto Costa Leite, realçando que “a oferta ficará subordinada à aquisição pela oferente [Montepio] de um número de ações que representem pelo menos 75 por cento dos direitos de voto da sociedade visada [Finibanco]”.

Com a oferta de 1,95 euros por ação, o Montepio oferece aos acionistas um prémio superior a 30 por cento face ao valor a que foram suspensas no mercado, na quinta feira, num total de 341,25 milhões de euros. No documento enviado ao regulador, o Montepio realça que a compra do Finibanco permitirá, “no quadro do plano estratégico aprovado pelos órgãos sociais competentes, consolidar as atividades e as operações das subsidiárias nas respetivas actividades, operações e redes do Montepio”. “Reforço da marca Montepio” é apontado como uma das mais-valias do negócio, que a Lusa havia noticiado na quinta feira.

As ações do Finibanco estavam suspensas em bolsa desde quinta feira, no cumprimento de uma deliberação CMVM, que decidiu suspender a negociação das ações do Finibanco “até à divulgação de informação relevante sobre o emitente”.

Além disso, continua o documento, “terminada a frase de consolidação e integração”, o Montepio “considerará a redução dos fundos próprios da Sociedade Visada [Finibanco] em função das respectivas necessidades e/ou a sua dissolução e liquidação”.

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