POLÍTICA

PS “rouba” duas das 5 câmaras do PSD e reforça vantagem no Algarve

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O Partido Socialista ampliou este domingo a vantagem que já detinha quanto ao número de presidências nas câmaras do Algarve, passando de 10 para 12 municípios, à custa do PSD, que perdeu Monchique e Vila Real de Santo António, passando a deter apenas três das cinco câmaras que já tinha (Albufeira, Faro e Castro Marim).

Na contabilidade algarvia, os dois partidos contam com 15 das 16 câmaras da região, sobrando a restante para a CDU, que este domingo voltou a ganhar o seu único município, Silves.

Duas das três câmaras agora ganhas pelos sociais-democratas (Albufeira e Faro) pertencem a coligações eleitorais com o CDS, PPM e Movimento Partido da Terra.

Os socialistas Álvaro Araújo e Paulo Alves são agora os novos estreantes das câmaras de anterior presidência social-democrata, mas há outras duas candidatas do PS que se apresentaram a votos (e ganharam) pela primeira vez, já que eram presidentes de câmara em substituição de presidentes eleitos em 2017: Ana Paula Martins por Tavira e Rute Nunes da Silva, por Vila do Bispo.

Em Albufeira e Vila Real de Santo António a disputa foi renhida, mas, em ambos os casos, as freguesias onde se situa a sede de concelho, que ficaram para últimas na contagem oficial do Ministério da Administração Interna, acabaram por ser decisivas: no primeiro caso, Albufeira e Olhos de Água fez pender a balança para o já presidente José Carlos Rolo e no segundo para o estreante Álvaro Araújo.

Aquele militante socialista disputava com o social-democrata Luís Gomes uma câmara municipal em que nenhum dos dois era presidente, uma vez que no cargo se encontrava o ex-vice-presidente do município de VRSA, que foi empossado na sequência da queda da social-democrata Conceição Cabrita, a braços com um processo em que foi constituída arguida.

Luís Gomes foi presidente daquele município durante 12 anos (de 2005 a 2017) e propunha-se agora regressar à câmara, mas quedou-se por 32,47% abaixo dos 37,12% obtidos pelo PS. Os socialistas, contudo, não obtiveram a maioria absoluta, ficando com três mandatos, contra três do PSD e um da CDU, que teve 11,72% dos votos.

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