Tavira: Câmara refuta que tenha agido com secretismo no projeto da Ponte do Gilão

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A Câmara de Tavira refutou esta sexta-feira que tenha havido qualquer clima de secretismo em torno da construção de uma nova ponte sobre o Rio Gilão e garantiu que agiu com total transparência e não escondeu informação à população.

Em comunicado, o movimento Tavira Sempre criticara o previsto avanço da nova ponte sobre o Rio Gilão, em Tavira, que considerou inútil e indutora de pressão automóvel sobre o centro da cidade, local “onde já existem três pontes a atravessar o Rio Gilão”.

Garantindo que o movimento corporiza uma forte oposição popular ao projeto, o Tavira Sempre condena “o absoluto desprezo que a Câmara Municipal de Tavira tem demonstrado pela opinião daqueles para quem devia governar”.

Em resposta, a autarquia garante que o avanço desse projeto “foi noticiado, no site, nas redes sociais e na comunicação social, em março de 2016, assim como nas edições de janeiro de 2016 e 2017 da revista municipal. Nesta última publicação, a edilidade deixou clara qual a solução pensada e informou tratar-se de uma estrutura de betão, assente em dois pilares, face à distância entre as margens. Frisou, ainda, a vontade de manter aberto o trânsito automóvel, tornando-se urgente a sua substituição por uma estrutura definitiva que garanta as condições de segurança dos utentes”.

O processo de construção da ponte e a necessidade de circulação de automóveis ligeiros, num único sentido, “foi comunicado, desde a primeira hora, podendo não obstante, como já acontece, a circulação ser restringida por alguns períodos de tempo, atendendo à realização de iniciativas que o justifiquem”.

“Desde 2016 até ao presente, foi referida e divulgada, nos stands das festas e feiras de Verão nas diferentes freguesias do concelho, a intenção do Município de trabalhar para levar por diante esta obra. Também os programas eleitorais do atual executivo integraram a decisão de substituição da ponte, tendo-se iniciado, em 2014, a tramitação necessária à sua edificação”, afirma a nota da edilidade.

A autarquia assevera que agiu com toda a transparência, e esta intervenção, em conjugação com outras obras realizadas recentemente e a futura requalificação das margens, “cujos projetos se encontram ainda em execução e visam privilegiar a circulação pedonal, as bicicletas e outros modos suaves, “irão beneficiar e valorizar a zona nobre da cidade”.

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