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A defesa de Passos: eram despesas de representação

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O dinheiro, ou pelo menos parte dele, recebido por Passos Coelho da Tecnoforma ao tempo em que era deputado do PSD foi pago em despesas de representação, não tendo por isso de ser declarado ao Fisco.

Esta é a defesa e a explicação do primeiro-ministro, Passos Coelho, quanto às dúvidas sobre a sua atuação quando era deputado do PSD, na segunda metade dos anos 90.

De acordo com a edição desta sexta-feira do jornal “Correio da Manhã”, que cita fonte governamental, Passos teria tido acesso a um cartão de crédito da Tecnoforma, tal como outros colaboradores da empresa. Dessa forma, o dinheiro que recebeu não teria, alegadamente, de ser declarado para efeitos de IRS.

Ao semanário “Sol”, o primeiro-ministro declara: “Estou convencido de que tive um comportamento regular”.

As dúvidas quanto à atuação de Passos prendem-se com o facto de ter colaborado com a Tecnoforma quando era deputado, mas não ter declarado qualquer rendimento auferido da empresa nesse período.

“Só posso apresentar a minha declaração de rendimentos, onde isso não consta, e acrescentar que não passei quaisquer recibos respeitantes a essas datas. Quanto ao resto, tem de ser a Procuradoria-Geral da República a investigar, pois eu não posso fazer mais nada”, afirmou o chefe do Governo ao semanário “Sol”.

Ao mesmo tempo, Passos pediu um subsídio de reintegração ao Parlamento quando deixou de ser deputado, quando estes subsídios só eram pagos a quem tinha sido deputado em regime de exclusividade. “Agora, não posso esclarecer mais nada. Se alguém tiver outros elementos que os mostre”, acrescenta ao “Sol”.

Hoje mesmo, a partir das 10h, Passos Coelho estará presente para mais um debate quinzenal na Assembleia da República, em que o tema deverá ser tratado.

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