Atleta de basquetebol de Tavira já joga com “equipamento regulamentar”

A jovem do Clube de Basquetebol de Tavira, impedida de alinhar num jogo no passado domingo, já tem o equipamento que lhe permite jogar segundo as regras da modalidade e da religião muçulmana.
A jovem de 13 anos do Clube de Basquetebol de Tavira, impedida de alinhar num jogo no dia 10 de novembro, domingo, foi presenteada no encontro da tarde deste domingo, dia 17, com o equipamento que lhe permite jogar segundo as regras da modalidade e da religião que professa, a muçulmana.
Fátima Habib jogou este domingo à tarde, na Nave de Ferragudo, em Lagoa, com o equipamento completo, não tendo existido qualquer impedimento para que jogasse pelo seu clube frente à Associação Cultural e Desportiva de Ferragudo, numa partida do campeonato regional feminino de sub-16.
A atleta de 13 anos, de origem paquistanesa, apresentou-se com o cabelo, as pernas e os braços cobertos por uma licra, para impedir que, com o equipamento normal com que alinham as suas colegas, essas partes do corpo sejam expostas.
Presente na Nave de Ferragudo esteve o diretor de competições da Federação Portuguesa de Basquetebol, que entregou à atleta “os acessórios necessários” para que lhe seja possível jogar segundo as regras, que “são do conhecimento de todos desde 2017”.
José Pinto Alberto reafirmou aos jornalistas que a Federação não faz qualquer discriminação, seguindo as regras da Federação Internacional de Basquetebol, que “são inclusivas”, permitindo a prática da modalidade por crentes de várias religiões.
Aos jornalistas, a jovem afirmou estar “feliz com este desfecho” e por poder “voltar a jogar com as suas colegas”, como faz há já três anos. Fátima acabou por alinhar, não com o equipamento que lhe foi oferecido, mas com o que tinha já vestido e com o qual realizou o aquecimento, sendo considerado legal.
Habib-ur-Rehman afirmou que sempre sentiu o apoio quer do clube, quer da Federação, que estiverem “sempre em contacto” consigo e reafirma que se sente bem acolhido em Portugal, país para onde emigrou há anos, tendo depois conseguido reunir toda a família em Tavira.
A atleta de 13 anos de idade tornou-se mediática depois de não ter podido jogar numa partida com Imortal de Albufeira, no anterior domingo, considerando os árbitros da partida que não estava a cumprir as regras da Federação Portuguesa de Basquetebol.
Em causa, a largura das mangas da camisola que vestia por baixo do equipamento do clube por questões religiosas, mas que iriam contra os regulamentos da Federação, o que foi encarado pelos alguns membros do clube como discriminação religiosa.

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