CULTURA

Castro Marim: Exposição e livro para ajudar a luta contra o cancro

 

Mário Rolla, ao centro, com os autarcas Filomena Sintra e Francisco Amaral

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A Casa do Sal, em Castro Marim, inaugurou ontem, quarta-feira, a exposição “Eu Posso, Nós Podemos”, de Mário Rolla, uma mostra de fotografia que pretende sensibilizar para uma das doenças mais mortais do nosso tempo, o cancro, e quer também ser um ato de luta contra a mesma.

O professor de Educação Física e fotógrafo amador vila-realense lançou também o livro de fotografia, com o mesmo nome, cujo lucro reverte na sua totalidade a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Os livros estão à venda, a 10 euros, durante o período da exposição, até ao dia 15 de novembro.

Na inauguração esteve o presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, o médico Francisco Amaral, que realçou a importância do diagnóstico precoce do cancro e, consequentemente, a maior possibilidade de cura. Como exemplo, citou o rastreio de cancro de pele, que é realizado de seis em seis meses em Castro Marim, por uma médica dermatologista voluntária. Do mesmo modo, vai realizar-se naquele concelho, dentro de poucos dias, o rastreio do cancro da mama, pela Unidade Móvel de Saúde da Associação Oncológica do Algarve.

Promotor de uma política social orientada para a saúde e o bem-estar dos munícipes, o autarca sublinhou ainda a importância de prevenir o cancro: “Contra os fatores genéticos não podemos fazer nada, mas há outros fatores que só dependem de nós, como o tabagismo, a obesidade, a má alimentação, o sedentarismo, o alcoolismo, o stresse… Os programas de combate ao tabagismo e à obesidade que implementámos em Castro Marim são bons exemplos nesta luta”.

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Finalmente, o autarca aludiu às fotos em exposição, algumas que lembram “gritos de ajuda e desespero”, um cenário ao qual “não gostaria de ver ninguém chegar”, mas que, nesses casos, o mais importante é “morrer com a dignidade e o afeto dos familiares e dos amigos”.

Esta exposição traz-nos um conjunto de 40 imagens, captadas em quatro anos, todas a preto e branco, em contra luz e em ambiente aquático. A narrativa da exposição estabelece um paralelismo com a doença, tentando acompanhar os vários e diferentes processos da doença. Um caminho de luta e de esperança, a exposição encerra-se numa mensagem de vitória.

Da mostra faz também parte uma homenagem ao serviço prestado pela Unidade Móvel de Saúde de Castro Marim, que faz também um trabalho de prevenção e, outras vezes, de acompanhamento da doença.

A exposição pode ser visitada todos os dias, entre das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

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