Deputados do Algarve prestam contas e revelam desafios

A cerca de mês e meio das próximas eleições, o JORNAL do ALGARVE pediu aos deputados eleitos pelo distrito de Faro para passarem em revista os quatro anos de legislatura, prestarem contas do trabalho que realizaram ao longo do mandato e destacarem medidas onde se nota a sua marca. Como seria de esperar, uns dizem que “muito foi feito”, outros que “muito ficou por fazer” e outros, ainda, dizem as duas coisas. Os deputados anunciaram também algumas prioridades definidas pelos partidos para o Algarve na próxima legislatura

Os nove deputados eleitos pelo distrito de Faro nas últimas eleições legislativas, em 2015, e que tiveram como missão defender os interesses da região ao longo dos últimos quatro anos, prestaram contas à região do trabalho parlamentar que realizaram ao longo do mandato que agora terminou.

A pedido do JORNAL do ALGARVE, os deputados da região fizeram um balanço dos últimos quatro anos, com vários temas em destaque, das portagens na Via do Infante (todas chumbadas) ao atraso da requalificação total da EN125, passando pela situação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região e pela reivindicação do arranque das obras para a construção do Hospital Central do Algarve, sem esquecer o incêndio em Monchique e a requalificação da linha ferroviária do Algarve e do porto de cruzeiros de Portimão. E por aí fora…!

Nas eleições legislativas de 2015, o PS venceu na região do Algarve com 32,77% dos votos, conquistando assim quatro mandatos: José Apolinário, Jamila Madeira, António Eusébio e Luís Graça.

No entanto, José Apolinário foi nomeado Secretário de Estado das Pescas, tendo sido substituído, a 23 de outubro de 2015, por Fernando Anastácio.

Já em março do ano passado, António Eusébio renunciou ao mandato (para integrar o conselho de administração da Águas do Algarve), tendo assumido o seu lugar a deputada Ana Passos.

Por seu lado, a coligação PSD/CDS-PP alcançou 31,47% dos votos, conquistando três mandatos: José Carlos Barros (independente do grupo parlamentar do PSD), Cristóvão Norte (PSD) e Teresa Caeiro (CDS).

Já o Bloco de Esquerda (14,13%) e a CDU (8,68%) elegeram um deputado cada um, João Vasconcelos e Paulo Sá, respetivamente, numas eleições onde a abstenção ultrapassou os 48% na região.

Destes nove deputados, apenas quatro estão em lugares elegíveis para as próximas eleições legislativas, marcadas para o próximo dia 6 de outubro de 2019. São eles, os socialistas Jamila Madeira e José Apolinário, o social-democrata Cristóvão Norte e o bloquista João Vasconcelos.

Já os restantes cinco – António Eusébio (PS), Luís Graça (PS), José Carlos Barros (independente do grupo parlamentar do PSD), Teresa Caeiro (CDS) e Paulo Sá (PCP), estão fora da lista ou afastados dos lugares elegíveis…

Leia a notícia completa – com as entrevistas a todos os grupos parlamentares – na edição em papel.

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