Barragem de Odelouca
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ECONOMIA

Investimentos em curso na eficiência hídrica atingem 46 milhões de euros

O ministro do Ambiente disse esta segunda-feira que estão a ser investidos 46 milhões de euros para aumentar a eficiência hídrica no Algarve, a fim de se reduzirem as perdas nos sistemas geridos pelas autarquias e na rega agrícola.

“Está a ser feito um esforço para aumentar a eficiência hídrica no Algarve, com investimentos para reduzir as perdas físicas e comerciais nos sistemas em baixa geridos pelas autarquias e de 16 milhões para fazer igual trabalho no sistema de rega agrícola, com a ligação dos sistemas do Sotavento e do Barlavento”, disse João Pedro Matos Fernandes.

O ministro falava por videoconferência na sessão de encerramento de apresentação de projetos de monitorização e controlo de perdas e de rega eficiente em espaços verdes urbanos, organizado pela Agência Portuguesa do Ambiente no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social – Eficiência Hídrica no Algarve.

O governante lembrou que, a sul do rio Tejo, “existe já hoje o problema de seca estrutural”, alertando para a importância de olhar para a água que é consumida, porque é maior do que o que a natureza nos está a dar”.

“É essencial sermos capazes de mantê-la nos nossos níveis de bem-estar e sermos exigentes connosco próprios para que possamos ser cada vez mais eficientes no uso da água”, sublinhou.

Na opinião de João Pedro Matos Fernandes, o problema da eficiência hídrica passa pela sensibilização dos mais jovens nas escolas, “onde a educação ajuda a criar uma sociedade mais justa, mais equilibrada e alerta para os problemas sociais”.

“A ligação entre a boa gestão dos recursos hídricos é, cada vez mais, uma exigência ambiental que passa necessariamente pela aprendizagem que é feita nas escolas pelos professores e pelas crianças”, enfatizou.

Matos Fernandes evocou o concurso “Eficiência Hídrica na Escola”, lançado para distinguir os melhores projetos das escolas do Algarve com boas práticas ao nível da eficiência hídrica, considerando-o como “essencial para se criar uma consciência crítica de que o Algarve não vai ter mais água, mas que é essencial sermos mais eficientes e fazer novos cortes”.

O concurso resulta de uma parceria entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Agência para a Energia (ADENE), a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), a empresa Águas do Algarve, a Universidade do Algarve e a DGESTE.

Segundo o ministro, a sustentabilidade ambiental e a eficiência hídrica no Algarve “têm de ter o empenhamento do Governo, das autarquias, e por quem explora as atividades agrícolas, numa base de exigência social”.

“A água é sempre um bem escasso, mas no Algarve é ainda mais um recurso escasso e essencial à vida de todos os ecossistemas e, portanto, também a nossa tem de ser usada com toda a eficiência”, concluiu.

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