João-Marques
Direitos de autor: bfpires@gmail.com
POLÍTICA

João Marques quer Faro mais desenvolvido e com qualidade de vida

Aumentar a qualidade de vida em Faro é o objetivo do socialista João Marques, que regressa à política autárquica, mais de uma década depois da sua eleição como vereador, para tentar recuperar o município para o PS.

O candidato, de 44 anos, e que em 2005, aos 28, foi eleito nas listas de José Apolinário para a Câmara de Faro, nomeia a qualidade de vida, a recuperação de espaços públicos, a criação de uma marina exterior e de “um bom espaço verde em Faro” como algumas das suas prioridades.

João Marques considera que a sua passagem pelo executivo lhe deu “um olhar muito mais crítico e próximo da cidade”, útil para que possa “dar um contributo à cidade, em termos de gestão” nos próximos quatro anos, essenciais para que o concelho retome o desenvolvimento e se aproxime do que “tem acontecido nos municípios vizinhos”.

“Na política existe muito a filosofia de que [num mandato de quatro anos] dois anos são para projetar e dois para executar. Acho que é importante executar nos dois primeiros, para percebermos se temos ou não condições para estar a disputar eleições passados quatro anos”, assume.

Natural de Évora, aos 8 anos mudou-se com a família para Faro, onde fez o percurso escolar e iniciou a atividade profissional, primeiro no Instituto Nacional de Estatística (INE), depois nos serviços municipalizados da Câmara de Faro, até que em 2003 se especializou na área dos seguros e abriu o seu escritório.

Casado e pai de três filhos, o candidato adianta que a equipa “já está fechada” e é composta por pessoas de “competência técnica e predisposição para se entregarem nestes quatro anos”, sublinhando que todos os convites que fez foram aceites: “Não tenho segundas escolhas”, frisa.

Um dos projetos que defende para o primeiro mandato é “fazer ou dar início à construção de uma marina exterior à cidade”, uma obra que considera fundamental para Faro e que “está adiada há muitos anos”, aguardando-se, ainda, que o Governo decida a passagem da gestão do domínio marítimo para o município.

“É aquela obra que, se não se fizer, daqui a quatro anos, mesmo que seja presidente, não vale a pena existirem mais quatro”, declara.

Licenciado em Relações Internacionais, João Marques reconhece que a cultura, uma das apostas do atual executivo, é “essencial” e um dos pilares com que se mede o desenvolvimento de uma cidade, mas destaca que Faro “tem de ter outras preocupações, nomeadamente na área social e na saúde”, assim como no desporto.

“Faro é um dos concelhos a sul do país com mais massa humana e jovem a praticar desporto, havendo muitas modalidades, muitos clubes desportivos, e deve diferenciar-se por aí, criando mais infraestruturas para dar repostas a estes jovens”, defende o mediador de seguros.

Assumindo o desafio da candidatura de Faro a Capital Europeia da Cultura 2027, recorda que há outras áreas importantes para a qualidade de vida, como “zonas cicláveis, espaços desportivos, zonas de lazer onde se possa brincar com os filhos, com uma tabela de basquete ou uma baliza” e, como cidade urbana, “Faro tem de ter esses espaços”.

O PS perdeu a Câmara de Faro em 2009 para Macário Correia (PSD/CDS-PP/MPT/PPM). A liderança foi mantida pela coligação nas eleições de 2013 e 2017, mas já encabeçada por Rogério Bacalhau.

O socialista tem como adversários conhecidos na corrida à presidência da capital algarvia o repetente Rogério Bacalhau – que se candidata a um terceiro e último mandato -, e os estreantes Catarina Marques (CDU), Custódio Guerreiro (Chega) e Aníbal Coutinho (BE).

Nas eleições de 2017, a coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM obteve 43,94% dos votos, alcançando maioria absoluta no executivo, com cinco vereadores. O PS conseguiu obteve 38,06% dos votos (restantes quatro vereadores) e a CDU, com 7,38%, perdeu o vereador que tinha assegurado em 2013.

As eleições autárquicas têm de ser marcadas pelo Governo para entre 22 de setembro e 14 de outubro.

PUB
Tamanho da Fonte
Contraste