NERA exorta empresários a candidatarem-se aos apoios existentes

A Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA) exortou hoje os empresários da região a candidatarem-se aos apoios existentes e a unirem-se “numa batalha conjunta para derrotar a pandemia, salvar as Empresas e o Emprego, e apostar na recuperação e no futuro da Economia”.

Em carta enviada aos seus associados e empresários do Algarve, o presidente do NERA, Vítor Neto, asseverou que há muitas as empresas da região “que correm o sério risco de não conseguir sobreviver à crise, provocando a eliminação de postos de trabalho e pesadas consequências económicas e sociais”.

“O Algarve vive uma realidade estrutural mais complexa do que parece e que é muitas vezes pouco tida em conta”, explicou, salientando que o Turismo é o setor económico mais importante da Região, mas ressalvando que “o quadro empresarial em que se desenvolve e nele converge direta ou indiretamente, é mais articulado do que em geral se refere”.

“O Algarve conta com 70 mil empresas (50 mil em nome individual e 20 mil sociedades) que envolvem 170 mil trabalhadores e um volume de negócios de mais de 9 mil milhões de euros (INE 2019). Dessas empresas, cerca de 20% (13.500) são de alojamento e restauração, 15% (11.000) de comércio (grosso e retalho), 10% de agricultura e pescas, 8% de construção, 5% de atividades imobiliárias, 3% de atividades desportivas e culturais, 3% de indústria transformadora e 1,5% de transportes. Todos estes setores contribuem direta ou indiretamente, e com peso diferente, para o funcionamento da atividade Turística”, afirmou.

Apelou a que os empresários ajam com urgência perante a atual crise sanitária, económica e social, pois não podem “ficar parados, vivendo de promessas e ilusões. Temos de agir com urgência”.

“As nossas empresas confrontam-se neste momento com dois níveis de preocupações. Uma imediata que é a sua sobrevivência, a manutenção dos postos de trabalho e a espectativa de uma retoma. Outra, de médio prazo, que é a perspetiva de continuidade e reforço da atividade”, escreve Vítor Neto.

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Para o NERA, a prioridade imediata é responder aos problemas mais urgentes: resolver dificuldades de tesouraria, pagar salários, segurar empregos e outros compromissos inadiáveis.

“Para isso neste momento só existe uma via: procurar utilizar as MEDIDAS de APOIO já publicadas pelo Governo. Independentemente da opinião que tenhamos sobre elas!”

A ação imediata das empresas deve ser procurar informação, o que, reconhece o presidente do NERA, “nem sempre é fácil”, mas a ação seguinte deverá ser “avançar com candidaturas”.

O NERA assegura aos empresários que está disponível para colaborar nesta ação com todas as associações e entidades interessadas.

“O NERA vai continuar a lutar por novas medidas adequadas à evolução da situação. O NERA apela para que os Empresários do Algarve se unam numa batalha conjunta para derrotar a pandemia, salvar as Empresas e o Emprego, e apostar na recuperação e no futuro da Economia”, conclui.

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