Páscoa revigorou o setor hoteleiro e excedeu expectativas

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Após dois anos de crise devido ao covid-19, os hoteleiros da região respiraram de alívio nesta Páscoa. As taxas de ocupação rondaram os 100% e há casos em que foram superados os números pré-pandemia. As temperaturas de verão ajudaram e por alguns dias o setor teve um vislumbre do Algarve de sempre, que espera consolidar nos próximos meses

O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, faz um balanço positivo do período da Páscoa e afirma que os últimos dias “excederam todas as expetativas”. O responsável da RTA encara aquele período de férias como “um excelente indicador para o verão”, em que a afluência permitiu fazer “a ponte para as reservas nos meses de julho, agosto e setembro”, que apresentam já “um elevado nível de procura”.

A acrescentar à procura habitual de turistas nacionais durante a Páscoa, João Fernandes dá conta de “uma nota revigorante” para o turismo algarvio durante o período de férias, uma vez que se juntou, “de forma muito expressiva”, a procura externa de turistas estrangeiros – um sinal da “regularização das ligações aéreas”.


Entre 08 e 17 de abril, chegaram cerca de 900 voos ao Algarve e mais de 150 mil passageiros, o que representa “a confirmação de que os mercados europeus que sempre procuraram a região, estão a voltar”, afirma o líder da RTA.
Na Páscoa, segundo dados da mesma entidade, a maioria dos hotéis esteve acima de 90% de ocupação com preços competitivos. Também a procura pelo turismo de golfe tem ajudado aos números positivos na região.


Adianta que até ao próximo fim de semana são ainda muitas as famílias de vários países da Europa que permanecem no Algarve porque nos seus países esta é ainda uma semana de férias e pausas letivas.


Também João Soares,representante no Algarve da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) disse ao JA que a Páscoa “correu bastante bem” e com taxas de ocupação “a rondar os 100%”, num fim de semana em que as condições climatéricas muito ajudaram.


O mercado nacional e espanhol representaram, nos últimos dias, “a maior fatia das reservas”, o que o hoteleiro encara como “um bom indicador” e uma “amostra do que será o verão”. Para o representante da AHP, as taxas de ocupação na Páscoa traduzem a vontade das pessoas “que estão ávidas por viajar e sair de casa e das suas regiões após dois anos de pandemia”.


Sendo esta a primeira Páscoa sem restrições, o balanço “não poderia ter sido mais positivo”, o que leva João Soares a acreditar que se está a avizinhar um verão “muito bom”.


Para Hélder Martins, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), nesta Páscoa “o que estava previsto verificou-se: os hotéis de cinco estrelas trabalharam melhor do que os outros. Alguns tiveram ocupação de 100%, outros de 90%, mas de facto foram os empreendimentos de luxo que tiveram melhor desempenho, revela.


“Se nos reportarmos à Páscoa de 2019, estivemos praticamente ao mesmo nível”, aponta o presidente da AHETA, que num panorama geral assinala que “todas as atividades mexeram bastante” e muito graças “ao fator sorte”: desde há vários anos as temperaturas de verão começam exatamente nas férias da Páscoa, o que tem permitido também “o início da época balnear”.


Também diretor do Hotel Rural Quinta do Marco, em Moncarapacho, o presidente da AHETA disse ao JA que, apesar de trabalhar muito com o mercado nacional, teve este ano “uma invasão de espanhóis” e trabalhou em pleno nas suas três dezenas de quartos. A nível mais geral, também o mercado do Reino Unido “que é fundamental, esteve aí em força”. Resumindo, para Hélder Martins, nesta Páscoa “aproximámo-nos muito e em alguns casos superámos 2019”.

Joana Pinheiro Rodrigues/João Prudêncio

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